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INTERNACIONAL

INTERPOL ALERTA PARA AUMENTO DO CIBERCRIME CONTRA HOSPITAIS – CORONAVÍRUS

A Interpol emitiu hoje um alerta global à polícia depois de constatar um aumento significativo de ataques virtuais contra organizações de combate ao novo coronavírus, apoderando-se de dados médicos, arquivos e sistemas em troca de dinheiro.

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A Interpol emitiu hoje um alerta global à polícia depois de constatar um aumento significativo de ataques virtuais contra organizações de combate ao novo coronavírus, apoderando-se de dados médicos, arquivos e sistemas em troca de dinheiro.

O secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, alertou hoje em comunicado que hospitais e organizações médicas se tornaram alvos de cibercriminosos que procuram “lucrar às custas dos doentes”.

“O bloqueio de sistemas hospitalares críticos não só atrasaria a rápida resposta médica necessária neste momento sem precedentes, mas também poderia causar mortes”, disse Stock.

A Interpol, com sede em Lyon (leste da França), indicou que está a dar assistência técnica aos países para mitigar o impacto e aconselhar sobre como proteger as organizações médicas.

A principal fonte dos ataques, explicou, são os e-mails de supostas agências governamentais que dão conselhos ou informações sobre o novo coronavírus, pedindo para clicar num ‘link’ ou abrir um ficheiro infetado.

O responsável incentivou os hospitais e outras empresas a atualizar os seus sistemas com frequência e implementar medidas de segurança, armazenando arquivos importantes na nuvem ou em discos externos, separados do sistema principal.

Abrir e-mails provenientes apenas de fontes fidedignas, não clicar em ‘links’ enviados em e-mails que não são esperados ou de remetentes desconhecidos, criar com frequência cópias, atualizar o sistema antivírus, usar senhas fortes e atualizá-las com frequência são algumas das recomendações da Interpol.

“O grupo de Resposta a Ameaças Cibernéticas está a seguir as ameaças virtuais relacionadas com a covid-19 e a trabalhar com os seus parceiros privados do setor de segurança cibernética para reunir informações e oferecer suporte às organizações-alvo”, afirmou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 59 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 266 mortes, mais 20 do que na véspera (+8,1%), e 10.524 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 638 em relação a sexta-feira (+6,5%).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

INTERNACIONAL

GUERRA: BIDEN ANUNCIA ENVIO DE CARROS DE COMBATE ABRAMS PARA A UCRÂNIA

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou hoje o envio de 31 tanques Abrams para a Ucrânia, numa comunicação em que garantiu que os aliados “estão totalmente unidos” para ajudar Kiev.

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O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou hoje o envio de 31 tanques Abrams para a Ucrânia, numa comunicação em que garantiu que os aliados “estão totalmente unidos” para ajudar Kiev.

O envio dos carros blindados será acompanhado de outras medidas, como o treino das tropas ucranianas, com o objetivo de “melhorar a sua capacidade de manobra em campo aberto” e as suas capacidades militares a longo prazo, segundo o chefe de Estado norte-americano.

Durante a comunicação, Biden aproveitou para agradecer ao chanceler alemão, Olaf Scholz, pelo envio de tanques Leopard 2 (de fabrico alemão) para a Ucrânia e garantiu que esta medida “não é uma ameaça ofensiva para a Rússia”.

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COVID-19: VARIANTE XBB.1.5 AUMENTA MAS NÃO PROVOCA DOENÇAS GRAVES

A nova sublinhagem XBB.1.5 da Covid-19 continua a aumentar no Canadá, mas até agora não parece que estas infeções estejam a levar a doenças mais graves. A garantia foi dada pela diretora da saúde pública canadiana, Theresa Tam.

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A nova sublinhagem XBB.1.5 da Covid-19 continua a aumentar no Canadá, mas até agora não parece que estas infeções estejam a levar a doenças mais graves. A garantia foi dada pela diretora da saúde pública canadiana, Theresa Tam.

A diretora de Saúde Pública do Canadá, Theresa Tam, diz que a nova variante da Covid-19, a XBB.1.5, que se tem vindo a espalhar rapidamente nos Estados Unidos e na Europa, estava a circular no Canadá a 2,5% das novas infeções COVID-19 na semana de 25 de dezembro de 2022 a 2 de janeiro de 2023. A proporção aumentou agora para cerca de 7% das novas infeções por Covid-19, de acordo com Theresa Tam.

“Em 2022, a variante da Ómicron resultou no maior número de infeções no Canadá. Felizmente, ao longo do tempo, tem havido uma tendência geral para a diminuição de resultados graves, tais como admissões em cuidados críticos e mortes entre pacientes hospitalizados.

É claro que o vírus continua a circular no Canadá e em todo o mundo. Também continua a mudar e a evoluir, pelo que precisamos de estar prontos para adaptar e modificar a nossa resposta como nação e como indivíduos”, disse Tam.

A diretora de saúde pública canadiana acrescentou ainda que continuam a existir pressões significativas nos sistemas de saúde de todo o país, devido em parte a uma falta de funcionários, o que significa que qualquer surto súbito de doença teria um impacto considerável nos hospitais e trabalhadores do setor da saúde. Por isso, continuou a alertar para a vacinação.

“Ainda temos um caminho a percorrer, mesmo para a população com mais de 65 anos, cerca de metade deles não recebeu um reforço total, por isso há algum trabalho a fazer”.

A diretora de saúde pública ainda não sabe se a nova variante XBB.1.5 vai ser dominante no Canadá, como aconteceu na parte nordeste dos Estados Unidos e em países europeus como Portugal.

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MARINHA PORTUGUESA ‘ACOMPANHOU’ BARCO DE GUERRA RUSSO

A Marinha portuguesa acompanhou a passagem de dois navios da Marinha russa ao largo da costa de Portugal, revelou hoje, em comunicado de imprensa.

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A Marinha portuguesa acompanhou a passagem de dois navios da Marinha russa ao largo da costa de Portugal, revelou hoje, em comunicado de imprensa.

“O NRP Bartolomeu Dias, em colaboração com países aliados e da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte], esteve acompanhar a passagem de uma fragata de origem russa por Portugal, desde o dia 12 de janeiro até esta semana”, adiantou a Marinha portuguesa.

Segundo o comunicado, o navio “vigiou permanentemente, ao longo de seis dias, a fragata Admiral Gorshkov, na sua deslocação pelo continente até cerca de 1.300 quilómetros, a oeste da ilha das Flores, no meio do oceano Atlântico”.

O NRP Sines, que se encontra em missão na Zona Marítima dos Açores, “também acompanhou o navio reabastecedor Kama, entre os dias 19 e 20 de janeiro”.

“A Marinha portuguesa mantém uma vigilância ativa das áreas de interesse nacional, através do seu Centro de Operações Marítimas, assegurando uma prontidão adequada dos navios com o objetivo de promover e proteger os interesses de Portugal no e através do mar”, salientou.

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GUERRA: EUA ADMITEM QUE SERÁ ‘DIFÍCIL’ EXPULSAR RUSSOS DA UCRÂNIA ESTE ANO

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas norte-americanas, general Mark Milley, admitiu hoje que será “muito difícil” expulsar o exército russo do território ucraniano até ao final do ano.

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O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas norte-americanas, general Mark Milley, admitiu hoje que será “muito difícil” expulsar o exército russo do território ucraniano até ao final do ano.

“Do ponto de vista militar, ainda penso que será muito, muito difícil expulsar as forças russas de todas as áreas ocupadas da Ucrânia”, afirmou Mark Milley, numa reunião de aliados dedicada ao apoio militar a Kyiv, que decorreu hoje na base militar norte-americana de Ramstein, na Alemanha.

No mesmo encontro, o secretário de Defesa norte-americano, Lloyd Austin, disse que Washington espera uma contra-ofensiva da Ucrânia na primavera, sublinhando que cabe aos aliados ajudarem Kyiv a preparar-se para essa movimentação.

“Temos uma janela de oportunidade aqui entre agora e a primavera (…) logo que eles iniciem a operação, a contra-ofensiva”, disse Austin, acrescentando que escasseia o tempo para a concretização dessa ajuda ocidental.

Milley, por sua vez, defendeu que a dimensão dessa contra-ofensiva fica dependente da entrega de equipamento militar e de treino.

Por isso, acrescentou Austin, é relevante que os aliados não se atrasem na ajuda a Kiev, incluindo a Alemanha, que tem sido criticada pela resistência em autorizar a cedência de tanques de guerra Leopard 2, de fabrico alemão.

Para o secretário de Defesa dos EUA, a Alemanha é “um aliado confiável”, apesar da sua relutância em fornecer tanques de guerra pesados à Ucrânia, reconhecendo que “todos podemos fazer mais” na ajuda a Kiev.

“Eles são fiáveis há muito tempo e acredito sinceramente que continuarão a ser um aliado no futuro”, explicou Austin, referindo-se à Alemanha.

No âmbito da mesma reunião do Grupo de Contacto para a Ucrânia, em Ramstein, e segundo fontes diplomáticas citadas pelas agências internacionais, o Governo alemão adiou hoje a decisão sobre o fornecimento de tanques de combate Leopard 2 a Kiev, afirmando que vai rever as reservas e disponibilidade deste material.

Portugal esteve representado nesta reunião pela ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras.

Portugal vai enviar mais 14 viaturas blindadas M113 e oito geradores elétricos de grande capacidade para a Ucrânia, elevando “para 532 toneladas o total de equipamento militar, letal e não letal” fornecido ao país, anunciou a ministra da Defesa.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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