A Polícia Judiciária (PJ) já identificou e deteve 50 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal este ano. A última suspeita é uma mulher de 48 anos, divorciada e desempregada.
“Este incêndio de grande dimensão começou junto à Foz da Amieira, Malhadal, Proença-a-Nova, pelas 20h35 e foi ateado pela suspeita com um cigarro, após ter ingerido bebidas alcoólicas num quadro de desorientação emocional, face aos problemas de conflitualidade com o seu ex-companheiro”, descreve o comunicado. Ardeu uma aérea calculada em mais de 200 hectares.
Segundo o balanço da Judiciária, foi também detido um homem de 30 anos, desempregado, indiciado pela prática de cinco crimes de incêndio florestal em Baião.
Os crimes ocorreram no dia 20 de Julho no lugar do Casal, Baião, e que pôs em perigo floresta, mato, campos agrícolas e habitações, segundo o comunicado oficial.
O detido é ainda suspeito de ser o autor de uma outra ignição ocorrida no mês de Junho, no mesmo lugar do Casal.
Ambos os detidos vão ser presentes às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório e aplicação das medidas de coacção tidas por adequadas.
Este ano, os incêndios florestais já consumiram mais de 128 mil hectares – a maior área ardida no mesmo período na última década e quase cinco vezes mais do que a média anual dos últimos dez anos.
Só no distrito de Leiria, o mais afectado pelo grande incêndio de Pedrógão Grande, arderam 20.072 hectares de espaços florestais (cerca de 98,6% da área ardida no distrito).

