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LEIRIA: MAIS DE 100 PROFISSIONAIS DO HOSPITAL EM ISOLAMENTO – COVID-19

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Mais de 100 profissionais estavam hoje ausentes ao trabalho no Centro Hospitalar de Leiria por estarem infetados ou terem tido contacto com alguém com covid-19, informou o presidente daquela unidade de saúde.

Durante a apresentação da campanha de literacia em saúde “Urgências Só Urgentes”, no Município de Leiria, Licínio de Carvalho, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Leiria (CHL), revelou que estavam hoje 103 profissionais de saúde, “só do quadro e sem contabilizar com os prestadores de serviço”, em isolamento, dos quais 50 enfermeiros e 20 médicos especialistas.

O responsável salientou a “sobrecarga” a que têm sido sujeitos os profissionais e o “impacto” que estas ausências têm na gestão dos seis serviços de urgência, abertos 24 horas, nos hospitais de Leiria, de Pombal e de Alcobaça, unidades que integram o CHL.

“Os nossos profissionais são pessoas, além de estarem sujeitos a um risco maior de infeção, são pais e mães e também têm de estar em isolamento por terem contacto com familiares ou colegas”, reforçou Licínio de Carvalho.

Para o responsável, estas faltas conjugadas com a lacuna de recursos humanos e com a afluência “elevada” de “falsas urgências” têm complicado a resposta aos utentes que se dirigem, sobretudo, ao serviço de urgência do Hospital de Santo André, em Leiria.

“Ontem foi um dos piores dias do ano. Recebemos 367 doentes nas urgências”, revelou. Destes, 50% na urgência respiratória de casos que não eram urgentes e 35% de não urgentes no serviço geral.

A covid-19 provocou pelo menos 5.698.322 de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 20.077 pessoas e foram contabilizados 2.795.830 casos de infeção, segundo a última atualização da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante do mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

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