A circulação ferroviária na Linha do Douro está interrompida no troço de 47 quilómetros entre Marco de Canaveses e Peso da Régua, e assim permanecerá até abril de 2026. A interrupção, que se inicia agora, deve-se a obras de fundo para a modernização e eletrificação da via, um investimento total de 111 milhões de euros.
Segundo a CP e a Infraestruturas de Portugal, os trabalhos foram programados para o período de inverno, entre novembro e março, de forma a coincidir com a época em que “há menos passageiros regulares e turistas”, minimizando assim o impacto no setor turístico. Durante todo o período de interrupção da linha, a CP assegura um transporte rodoviário alternativo para os passageiros afetados.
Apesar de a necessidade de modernização da linha ser consensual, quem depende do comboio está apreensivo com os próximos meses. Os passageiros contactados admitem que, apesar de a obra ser necessária, o mais provável é que “muitos deixarão de vir à região duriense” enquanto a linha estiver parada, temendo o impacto económico da paragem.
Esta empreitada, que faz parte do plano Ferrovia 2020 e arranca com um atraso significativo face ao planeado, terá uma duração total de três anos (implicando novas interrupções nos próximos invernos). A obra permitirá, no futuro, reduzir o tempo de viagem em sete minutos. Para a Estação da Régua, está prevista a construção de um novo cais com 200 metros de comprimento, que permitirá receber comboios Intercidades, melhorando significativamente a ligação do Douro ao resto do país.
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