É provável que não te lembres ou nem sequer ainda tenhas nascido, mas já passaram 47 anos que o homem foi pela primeira vez à Lua. Célebre a frase: “um pequeno passo para um homem um grande passo para a humanidade”. A primeira visita do homem à Lua a bordo da missão Apollo 11, da Nasa. Embora não tenham faltado promessas de que retornaríamos ao solo lunar, nunca visitamos nosso satélite natural depois da segunda missão à Lua, a Apollo 12, e é provável que não voltaremos lá tão cedo.
A corrida espacial foi com certeza um dos maiores marcos da guerra ideológica travada entre os EUA e seus aliados contra a União Soviética e aqueles que a apoiavam. Embora os russos tenham conseguido mandar o primeiro homem ao espaço, o astronauta Iuri Gagarin, em 1961, muitos têm os EUA como o ganhador desta “corrida”, já que oito anos depois, o piloto de testes Neil Armstrong foi o primeiro ser humano a pisar e caminhar sobre a superfície da Lua.
Apesar de muitos não conseguirem relacionar os fatos, as circunstancias sob as quais a missão Apollo 11 foi realizada respondem muitas das perguntas sobre o motivo de nunca mais termos voltado ao satélite natural. Na época, a ida à Lua era uma cartada final do “Tio Sam” para uma disputa na qual os soviéticos estavam com uma boa vantagem: até 1969, a URSS já tinha mandado uma série de veículos para o espaço, incluindo a cápsula Vostok, responsável por levar Iuri Gagarin ao espaço, e a Sputnik 2, que três anos antes, fez a cadelinha Laika ficar famosa em todo o mundo por ser o primeiro ser vivo a chegar à órbita da Terra.
Se pensarmos que os EUA precisavam de algo realmente grande para superar seus inimigos ideológicos, fica mais fácil compreender por que John F. Kennedy, presidente dos EUA de 1961 até seu assassinato em 1963, comprometeu o governo norte-americano a levar um de seus homens à Lua, e trazê-lo de volta em segurança até o fim dos anos 60. Nos dias actuais, não existe mais essa necessidade em comprovar seu poderio militar e espacial, então a máquina norte americana, junto do que restou da antiga União Soviética, passou a focar a sua actividade em objectivos mais rentáveis e de maior benefício em curto prazo: em 2010, o presidente dos EUA, Barack Obama, cancelou o programa Constellation, que prometia uma missão de volta à Lua até o ano de 2020. Três anos depois, em 2013, o administrador da Nasa, Charles Bolden, afirmou que a agência actualmente não tem planos de voltar ao satélite com um ser humano, e que as coisas devem continuar assim durante muitas décadas. Sim, “décadas”.
Os custos de uma viagem à Lua não compensam face ao que é espectável descobrir na Lua. Na verdade, muitos dizem que tudo de importante que podemos descobrir da Lua será possível encontrar por meio de mera observação, já que ela está relativamente próxima do nosso planeta. O alto preço envolvido na ideia, junto da baixa probabilidade da visita trazer reais benefícios ao conhecimento científico, reduzem a possibilidade dos EUA ou algum país envolvido em pesquisas espaciais decidir visitar o nosso satélite natural. De qualquer forma, a sensação nostálgica de algo que grande parte de nós sequer viveu, assim como o fascínio que o espaço causa sobre a maioria das pessoas, acabam por manter a esperança de que algum dia nós possamos voltar à Lua com os avanços da tecnologia actual.
