O presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafofo, a vereadora do Ambiente e um funcionário da autarquia foram constituídos arguidos no caso da queda da árvore que vitimou 13 pessoas no Funchal, avança o jornal Expresso. O incidente que ocorreu no passado mês de agosto feriu ainda 49 pessoas.
Uma árvore de grande porte, um carvalho, caiu a 15 de agosto do ano passado sobre a multidão que se deslocara ao arraial de Nossa Senhora do Monte, na freguesia do Monte, concelho do Funchal, na ilha da Madeira.
No local, morreram dez pessoas; no hospital, perderam a vida mais três pessoas, incluindo uma criança e uma mulher, que não resistiram aos ferimentos. Além dos 13 mortos, registaram-se ainda 49 feridos.
Nesse dia, o presidente da Câmara Municipal do Funchal assegurou que a árvore não dava sinais de qualquer problema.
“A árvore que caiu hoje é um carvalho, não um plátano […]. Apresentava uma copa verde e saudável, não aparentando qualquer anomalia fitossanitária”, disse Paulo Cafôfo, em conferência de imprensa. O autarca adiantou que a árvore em causa “nunca esteve sinalizada como em perigo de queda e também nunca deu entrada nos serviços camarários qualquer queixa com vista à sua limpeza ou abate, por parte de instituições públicas, mormente da junta de freguesia do Monte, do proprietário do terreno, nem dos cidadãos”.
Paulo Cafôfo sublinhou também que “a árvore que caiu não estava amarrada a qualquer cabo”, mencionando que esta situação acontece entre um plátano, um loureiro e um til, que “não foram afetados” e estão relacionados com uma decisão tomada pela anterior vereação, liderada por Miguel Albuquerque, atual presidente do executivo madeirense, devido a “uma fissura” que neste momento “já está consolidada e não oferece perigo”.

