A Marinha israelita está preparada para intercetar a “Flotilha Global Sumud”, que transporta ajuda humanitária e ativistas internacionais — incluindo três portugueses — e que deverá entrar na “zona de risco” de Gaza na noite desta terça-feira. Fontes militares israelitas, citadas pela estação pública Kan, detalharam um plano que inclui a abordagem dos barcos em alto mar por forças especiais.
Ao final da manhã, a flotilha, composta por mais de 50 embarcações, encontrava-se a cerca de 370 quilómetros da costa de Gaza. Um dos ativistas a bordo, Tony La Piccirella, garantiu às agências internacionais que os barcos “não vão parar”. Do lado israelita, a posição é igualmente firme: Telavive reitera que não permitirá que o bloqueio a Gaza seja quebrado, argumentando que a iniciativa é apoiada pelo Hamas.
A presença de cidadãos de mais de 40 nacionalidades, incluindo a deputada Mariana Mortágua, levou a apelos diplomáticos. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália pediu ao seu homólogo israelita para não usar a violência, sublinhando que os ativistas “não estão ali com intenções bélicas”.
A flotilha tenta romper um bloqueio imposto por Israel que tem dificultado severamente a entrada de ajuda humanitária no enclave. Segundo dados recentes, a retaliação israelita ao ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023 já provocou mais de 66 mil mortos e levou a que mais de 400 pessoas, na sua maioria crianças, morressem de desnutrição e fome em Gaza.
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