A primavera de 2026 deverá ser mais quente do que o habitual em grande parte da Península Ibérica, segundo as previsões sazonais da Agência Estatal de Meteorologia de Espanha (AEMET). Os dados apontam para uma probabilidade de 60% de os meses de março, abril e maio registarem temperaturas acima da média histórica.
Este cenário surge após um inverno classificado como “muito quente”, com uma anomalia de +1 °C face ao período de referência. Em termos de precipitação, embora o trimestre passado tenha sido o terceiro mais chuvoso do século XXI devido à sucessão de tempestades atlânticas, a tendência para a primavera permanece incerta, com uma ligeira possibilidade de tempo mais seco no sudoeste peninsular.
O relatório da AEMET sublinha um desequilíbrio crescente nos fenómenos extremos: nos últimos cinco anos, as ondas de calor foram quatro vezes mais frequentes do que as de frio.
O inverno que agora termina foi o nono mais quente desde 1961, marcado por episódios de chuva intensa, como os registados durante a tempestade Leonardo. Para os próximos meses, as massas de ar quente deverão predominar, afetando Portugal por via da partilha de sistemas atmosféricos, o que poderá antecipar condições estivais e influenciar a gestão de recursos hídricos após um inverno de acumulação recorde de precipitação.

