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MILHARES NA DESPEDIDA

Milhares de pessoas acompanharam, esta segunda-feira de manhã, o cortejo fúnebre de Mário Soares em Lisboa. Vê mais aqui. Partilha com os teus amigos !

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MÁRIO SOARES: MILHARES NA DESPEDIDA

Milhares de pessoas acompanharam, esta segunda-feira de manhã, o cortejo fúnebre de Mário Soares em Lisboa.

O cortejo fúnebre do antigo presidente da Republica Mário Soares arrancou, cerca das 11.05 horas, da sua residência no Campo Grande, após ter sido recebido com aplausos por centenas de populares.

Entre os populares ouvia-se: “Soares é fixe”.

A família de Soares recebeu o corpo junto à residência familiar e depois entrou nos carros, acompanhando o percurso do cortejo fúnebre.

A 200 metros da residência Soares, o Colégio Moderno foi também local de paragem do cortejo fúnebre, onde esteve cerca de cinco minutos para que os populares e alunos do Colégio pudessem saudar o corpo do antigo presidente da República.

Pouco depois, o carro fúnebre arrancou em direção à Câmara de Lisboa.

A urna chegou à Praça do Município às 11:34 horas, onde oi transferida para o armão militar que a transportou em cortejo até ao Mosteiro dos Jerónimos.

Os restos mortais de Mário Soares foram recebidos pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, por vereadores do executivo e outros autarcas e ainda pela família, representada pelos filhos João e Isabel Soares e pelos netos Jonas e Lilah Soares.

Três minutos após a chegada, a urna coberta pela bandeira de Portugal foi retirada do carro funerário para o armão (espécie de charrete) por seis militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), seguindo-se a entrega das condecorações pelos netos.

Após cumprimentar os familiares, Fernando Medina prestou a sua homenagem colocando um cravo vermelho em cima da urna.

O carro funerário chegou acompanhado por uma Escolta de Honra da GNR, constituída por 30 motos, às quais se juntou uma comitiva de 84 cavalos desta força de segurança.

A assistir, estavam também cerca de 200 pessoas, que se mantiveram em silêncio durante a ocasião.

A assistir, estavam também cerca de 200 populares, que se mantiveram em silêncio durante a ocasião. As palmas ouviram-se na chegada do corpo e durante a transladação, tornando-se mais intensas com o início da marcha da charrete cerimonial.

Na fachada dos Paços do Concelho, destacam-se dois cartazes de grande dimensão (iguais aos 500 que estão colocados por toda a cidade) com a inscrição “Obrigado Mário Soares” acompanhada por uma fotografia de corpo inteiro e a preto e branco do histórico socialista, a caminhar na praia.

Também o percurso do cortejo entre os Paços do Concelho e o Mosteiro dos Jerónimos foi sempre sendo acompanhado por populares, que assistiam ao desfile nomeadamente dos passeios ao longo da Avenida 24 de Julho, que esteve cortada ao trânsito.

Pelas 12:00, quando o cortejo passava na zona de Santos, cerca de uma centena de pessoas aguardava já junto ao Mosteiro dos Jerónimos a chegada do corpo do antigo Presidente, num dia em que praticamente não há turistas naquela zona de Belém.

Poucos minutos depois das 13:00, o cortejo chegou finalmente ao Mosteiro dos Jerónimos, onde foi aplaudido pelas pessoas que assistiam à sua chegada e ouviu-se o ‘slogan’ “Soares é fixe”.

Nos Jerónimos, a urna foi para a Sala dos Azulejos, entrando de seguida a família, a ministra da Presidência, o presidente da Assembleia da República e o Presidente da República, que apresentaram os seus pêsames aos familiares.

Após a saída das altas individualidades, cerca 13:40, os históricos socialista Manuel Alegre e Miranda Calha, bem como a mãe do primeiro-ministro, Maria Antónia, foram dos primeiros a entrar na Sala dos Azulejos e procedeu-se à abertura da câmara ardente ao público, até à meia-noite.

Reabrirá na terça-feira entre a 08:00 e as 11:00.

Pelas 13:00 de terça-feira, a urna será transportada para os claustros do Mosteiro, onde se vai realizar uma sessão solene evocativa de homenagem.

Pelas 14:00, a urna sairá dos Jerónimos, seguindo no armão da GNR. O cortejo fará breves paragens antes de chegar ao cemitério dos Prazeres.

MÁRIO SOARES: MILHARES NA DESPEDIDA

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MUNICÍPIOS DESVALORIZAM RISCOS SÍSMICOS

O responsável da Mesa da Assembleia Geral da associação Grémio Património (GECoRPA) acusou hoje os responsáveis autárquicos de fazerem “ouvidos de mercadores” e não assumirem medidas “para evitar que a ocorrência de um sismo seja novamente uma catástrofe”.

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O responsável da Mesa da Assembleia Geral da associação Grémio Património (GECoRPA) acusou hoje os responsáveis autárquicos de fazerem “ouvidos de mercadores” e não assumirem medidas “para evitar que a ocorrência de um sismo seja novamente uma catástrofe”.

Lisboa e Vale do Tejo e a região do Algarve são zonas sísmicas, por isso o “edificado antigo e a segurança sísmica das pessoas devia ser motivo de debate” nos municípios, segundo Vitor Cóias.

Este “facilitismo” está a gerar um grave encargo para as autarquias envolvidas, uma vez que são as responsáveis últimas pela segurança dos edifícios.

O representante da associação – uma instituição de utilidade pública que reúne empresas e profissionais das áreas da reabilitação e conservação do património – mencionou que os “responsáveis autárquicos não gostam deste tema e a tendência é enterrar a cabeça na areia esperando que nada aconteça”.

O responsável afirmou que Portugal vai contar com um futuro sismo “de certeza absoluta” e admitiu que deveriam ser tomadas precauções, “principalmente agora que se estão a fazer as reabilitações urbanas”.

No seu entender, não há exigências suficientes e os edifícios construídos nos anos 50 e 60 do século XX foram calculados ao nível de uma regulamentação ultrapassada, sendo que não têm a resistência encontrada nos edifícios recentes.

Por exemplo, “a maioria dos edifícios de Lisboa foram construídos de acordo com uma regulamentação que já está passada”, sublinhou o responsável.

De acordo com Vitor Cóias, as simplificações introduzidas nos regimes jurídicos da edificação, as facilidades no licenciamento municipal e o recurso a termos de responsabilidade facilitam a proliferação de intervenções de reabilitação que põem em causa a segurança estrutural de grande parte do edificado.

Os engenheiros que aprovam os projetos sabem “muito bem a asneira que estão a fazer”, afirmou, lembrando que é muito fácil obter as assinaturas que permitam determinadas reabilitações.

Nesses casos, a decisão – que pode até acabar por afetar a estrutura do edifício – fica ao critério do encarregado de obra ou do pedreiro que executa as reabilitações, não existindo o termo de responsabilidade assinado por um engenheiro.

Caso haja estragos devido a um sismo, acrescentou, inicialmente serão mobilizados os seguros (quando existem), mas as seguradoras estão bem defendidas porque compete às câmaras prevenir através de procedimentos rigorosos de licenciamento e fiscalização.

“As companhias de seguro têm uma cláusula que as defende em casos de erro de conceção ou execução da intervenção”, estando assim a salvo de qualquer indemnização, recordou.

Quando as companhias demonstram que o engenheiro envolvido no projeto não teve em conta a necessidade de reforço sísmico, ficam afastadas da responsabilidade e a culpa é do engenheiro, que “não tem os milhares ou milhões de euros que acabam por estar em jogo”.

Este ónus continua a crescer à medida que mais edifícios vão sendo mal reabilitados e vendidos, em muitos casos, a estrangeiros, sublinhou Vitor Cóias.

Na sua opinião, os lesados têm mais legitimidade para exigir indemnizações se as câmaras envolvidas passarem a cobrar aos proprietários dos imóveis uma taxa de proteção civil.

“Se os municípios vierem a cobrar uma taxa de protecção civil estão formalmente a admitir essa responsabilidade”, afirmou o engenheiro, referindo que o licenciamento precisa de ser urgentemente revisto na legislação, porque cada vez que se faz uma reabilitação deveria avaliar-se o comportamento sísmico do edifício.

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