A Savannah garantiu hoje atuar na legalidade na mina do Barroso, em Boticas, assegurando não ter sido notificada de qualquer providência cautelar para suspender os trabalhos. O tribunal de Mirandela admitiu, contudo, um pedido dos baldios locais para travar a exploração de lítio.
A empresa Savannah refutou hoje qualquer irregularidade nas operações em Covas do Barroso, distrito de Vila Real, afirmando que os trabalhos de geotecnia prosseguem com naturalidade. Em comunicado, a mineradora sublinhou que, até ao momento, não recebeu qualquer notificação oficial do Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela relativa à providência cautelar apresentada pelos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso.
A Savannah classifica as alegações de incumprimento como “manobras de desinformação” e assegura que interromperá as atividades assim que for legalmente notificada, tal como sucedeu em situações anteriores. Por outro lado, o Conselho Diretivo dos Baldios sustenta que a admissão da providência cautelar obriga à paragem imediata dos efeitos da servidão administrativa, invocando a necessidade de avaliar a legalidade do processo.
Este recurso judicial visa suspender a segunda servidão administrativa, publicada a 6 de maio, que permite a ocupação de terrenos para o projeto mineiro. Os representantes locais denunciam padrões de imposição coerciva e vigilância sobre a população.
O projeto da mina do Barroso obteve uma Declaração de Impacte Ambiental favorável condicionada em 2023. A empresa mantém a intenção de iniciar a construção da infraestrutura em 2027, prevendo que a primeira produção de lítio ocorra no ano seguinte. O tribunal deu 10 dias para as partes interessadas se pronunciarem sobre o despacho de 29 de maio.


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