Ligue-se a nós

CIÊNCIA & TECNOLOGIA

MODELO DA META DE “PAGAR OU CONSENTIR” QUEBRA LEI DOS MERCADOS DIGITAIS DA UE

A Comissão Europeia concluiu hoje, após uma avaliação preliminar, que a Meta, detentora do Facebook e Instagram, utiliza um modelo de “Pagar ou Consentir” que quebrou a legislação europeia, limitando as opções dos utilizadores sobre consentimento de dados.

Online há

em

A Comissão Europeia concluiu hoje, após uma avaliação preliminar, que a Meta, detentora do Facebook e Instagram, utiliza um modelo de “Pagar ou Consentir” que quebrou a legislação europeia, limitando as opções dos utilizadores sobre consentimento de dados.

Em comunicado, o executivo comunitário anunciou que depois de uma investigação preliminar, pôde inferir que a Meta, o grupo que agrega as principais redes sociais, incluindo o WhatsApp, quebrou a Lei dos Mercados Digitais com o seu modelo de “Pagar ou Consentir”.

Este modelo pressupõe que os utilizadores das redes sociais que não consintam com as alterações à política de privacidade e utilização dos dados que são recolhidos, paguem. Caso contrário, os consumidores são obrigados a consentir com a utilização dos seus dados.

A Comissão considerou que este modelo só dá uma “opção binária” — pagar ou consentir — e que os obriga a uma de duas opções, e também “falha em providenciar uma versão menos personalizada, mas equivalente das redes sociais da Meta”.

Esta política, por exemplo, está em prática na exibição de publicidade ao longo do ‘feed’ do Facebook ou Instagram. Para não ver publicidade — que é selecionada com base nas preferências dos utilizadores — a Meta dá a possibilidade de pagar para usar as redes sociais sem anúncios.

Citada no comunicado, a vice-presidente da Comissão Margrethe Vestager, que tem a pasta da política de competitividade, disse que a investigação à Meta tem por base assegurar que estas empresas protegem os dados de “milhões de cidadãos da União Europeia armazenados ao longo de muitos anos”.

“Queremos dar poder aos cidadãos para que controlem a sua própria informação e escolham uma experiência publicitária menos personalizada”, sustentou.

A Meta tem a possibilidade de “exercer os seus direitos e examinar os documentos da investigação”, mas a Comissão vai continuar a desenvolvê-la, prevendo concluí-la até março do próximo ano.

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

CIÊNCIA & TECNOLOGIA

AGÊNCIA ESPACIAL EUROPEIA VAI “ESTUDAR” ASTEROIDE QUE VAI RASAR A TERRA EM 2029

A sonda espacial europeia RAMSES vai encontrar-se com um asteroide, Apophis, que deverá passar perto da Terra em 2029, para estudar como a atração do planeta afeta o seu comportamento, anunciou na terça-feira a Agência Espacial Europeia (ESA).

Online há

em

A sonda espacial europeia RAMSES vai encontrar-se com um asteroide, Apophis, que deverá passar perto da Terra em 2029, para estudar como a atração do planeta afeta o seu comportamento, anunciou na terça-feira a Agência Espacial Europeia (ESA).

A Missão Rápida Apophis para a Segurança no Espaço (RAMSES) pretende encontrar-se, a uma boa distância, com o asteroide de aproximadamente 375 metros de diâmetro.

Prevê-se que passe a uma distância de 32.000 km da Terra a 13 de abril de 2029 e será brevemente visível a olho nu por cerca de 2 mil milhões de humanos da Europa, África e partes da Ásia, de acordo com um comunicado de imprensa da ESA.

Os astrónomos descartaram qualquer risco de o Apophis atingir o planeta azul nos próximos cem anos.

Mas a proximidade da passagem deste ‘objeto próximo da Terra’ (NEO – Near Earth Object, em inglês), como são designados os objetos que se aproximam da órbita da Terra, é um acontecimento excecional, segundo os astrónomos.

Ocorre apenas uma vez a cada 5.000 a 10.000 anos.

A sonda RAMSES deverá levantar voo em abril de 2028 para se juntar ao Apophis em fevereiro de 2029, dois meses antes de a observar de perto quando o asteroide se aproximar da Terra.

Os seus instrumentos estudarão, entre outras coisas, a sua forma e superfície e principalmente a influência exercida pela atração terrestre.

“Ainda temos muito que aprender sobre os asteroides”, realçou Patrick Michel, diretor de investigação do Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS) do Observatório da Côte d’Azur, grande especialista nestes corpos celestes, citado no comunicado de imprensa.

“Pela primeira vez a natureza trouxe-nos um asteroide e ela própria fará a experiência”, disse o investigador francês.

“Basta ver como o Apophis é esticado e comprimido por poderosas forças de maré, que podem causar colapsos e outros fenómenos, e revelar novos materiais abaixo da sua superfície”, acrescentou.

LER MAIS

CIÊNCIA & TECNOLOGIA

ESPAÇO: HÁ UMA GRUTA NA LUA QUE PODE SERVIR DE ABRIGO A ASTRONAUTAS

Cientistas confirmaram a existência de uma gruta na Lua, não muito longe do sítio onde os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin alunaram em 1969, e suspeitam que haja centenas de outras que poderão abrigar futuros astronautas.

Online há

em

Cientistas confirmaram a existência de uma gruta na Lua, não muito longe do sítio onde os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin alunaram em 1969, e suspeitam que haja centenas de outras que poderão abrigar futuros astronautas.

Segundo a equipa de investigadores, a gruta será acessível a partir do poço mais profundo conhecido na Lua e está localizada no Mar da Tranquilidade – região feita de lava basáltica solidificada – a 400 quilómetros do sítio onde poisou o módulo de alunagem da missão Apollo 11, em 20 de julho de 1969.

O poço, tal como os mais de 200 descobertos no local, foi originado pelo colapso de um tubo de lava (túnel feito de lava solidificada).

Os cientistas analisaram dados de radar da sonda LRO da agência espacial norte-americana (NASA), na órbita da Lua desde 2009, e compararam os resultados com tubos de lava na Terra.

Os dados revelam apenas a parte inicial da gruta, estimando os cientistas que tenha pelo menos 40 metros de largura e dezenas de metros de comprimento.

A maioria dos poços parece estar localizada nas antigas planícies de lava da Lua, podendo haver, de acordo com os investigadores, alguns na região do polo sul, onde a NASA pretende alunar de novo astronautas em 2026, incluindo a primeira mulher e o primeiro negro.

Apenas astronautas norte-americanos estiveram na superfície da Lua, todos homens, entre 1969 e 1972.

Cientistas admitem que crateras permanentemente sombreadas, como as que existem no polo sul, contenham gelo que poderia fornecer água líquida potável para astronautas e combustível para foguetões.

O trabalho publicado hoje na revista científica Nature Astronomy sugere que pode haver centenas de grutas na Lua e milhares de tubos de lava, que poderiam servir de abrigo natural para os astronautas, protegendo-os de raios cósmicos, da radiação solar e de minúsculos meteoros.

Rochas e outros materiais dentro destas cavidades – inalterados pelas duras condições da superfície ao longo dos tempos – também podem ajudar os cientistas a compreenderem melhor como a Lua evoluiu, especialmente no que toca à sua atividade vulcânica.

LER MAIS

MAIS LIDAS