RÁDIO REGIONAL
REGIÕES

MONTALEGRE: EX-AUTARCAS JULGADOS POR PREVARICAÇÃO E BRANQUEAMENTO

Os antigos presidente e vice-presidente da Câmara de Montalegre foram hoje pronunciados a julgamento na leitura da decisão instrutória do processo que envolve cerca de 70 arguidos em crimes como prevaricação e branqueamento, caindo os de associação criminosa.

A leitura da decisão instrutória do processo que envolve os ex-autarcas socialistas Orlando Alves e David Teixeira decorreu hoje, no Tribunal de Murça,

O juiz de instrução criminal referiu que o Tribunal decidiu não pronunciar os antigos presidente e vice-presidente e o funcionário da Câmara Municipal de Montalegre pelos crimes de associação criminosa e pronunciar todos os arguidos, requerentes e não requerentes de instrução, pelos factos indicados na acusação pública, com ressalva dos factos referentes ao crime de associação criminosa.

De acordo com a decisão instrutória, o Tribunal julgou procedentes os fundamentos invocados e entendeu não existirem elementos que possam tipificar o crime de associação criminosa, razão pela qual não pronunciou os ex-autarcas e o antigo funcionário do município de Montalegre pelos factos relativos ao crime de denúncia caluniosa descritos na acusação pública.

A defesa de Orlando Alves requereu a abertura de instrução, um processo que está a decorrer no Tribunal de Murça devido à sua dimensão em número de arguidos, de advogados, testemunhas e documentação escrita.

Para além de estar proibido de entrar no concelho de Montalegre, no distrito de Vila Real, o ex-autarca tem que se apresentar três vezes por semana num posto policial da área onde está a residir, em Viseu, onde se encontra em casa de familiares. Os seus bens vão continuar arrestados.

O Ministério Público (MP) imputa ao antigo presidente mais de 300 crimes, entre eles prevaricação, participação económica em negócio, branqueamento, falsificação de documento e fraude na obtenção de subsídio.

No âmbito da operação Alquimia, desencadeada pela Polícia Judiciária (PJ) em outubro de 2022, foram detidos os dois ex-autarcas e ainda um funcionário do município (chefe da divisão de obras).

Neste processo, o MP acusa um total de cerca de 70 arguidos, individuais e empresas, imputando-lhes crimes como corrupção ativa e passiva, prevaricação, recebimento ou oferta indevidos de vantagem ou abuso de poder.

Os autarcas são suspeitos do favorecimento de amigos e familiares em centenas de concursos públicos, do recurso sistemático ao ajuste direto ou ao ajuste simplificado, à divisão artificial dos trabalhos ou serviços e fracionamento da despesa, num esquema que a acusação suspeita que se tenha prolongado entre 2014 e 2022.

Subscreva Gratuitamente a Rádio Regional no Google News.

VEJA AINDA:

TRÁS-OS-MONTES: MIL OPERACIONAIS E PLANOS DE EMERGÊNCIA ATIVADOS

Vítor Fernandes

INSTITUTO POLITÉCNICO DE BRAGANÇA PASSA A UNIVERSIDADE POLITÉCNICA

Rádio Regional

DENÚNCIAS DE ASSÉDIO EM ESCOLAS DE CONDUÇÃO REVELAM FALHAS NO SISTEMA

Rádio Regional

GOVERNO CRIA LINHA DE CEM MIL EUROS CONTRA TRÁFICO DE SERES HUMANOS

Rádio Regional

VILA REAL: SISTEMA DE 125 CÂMARAS PARA INVESTIGAR INCÊNDIOS

Rádio Regional

VIMIOSO: PROJETO DE CENTRAL EÓLICA AVANÇA PARA CONSULTA PÚBLICA

Rádio Regional

Deixe um comentário

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.