RÁDIO REGIONAL
ECONOMIA & FINANÇAS

MOODY’S AUMENTA ‘RATING’ DO RISCO DE CRÉDITO E DOS DEPÓSITOS DO MONTEPIO

A agência de notação financeira Moody’s aumentou o ‘rating’ do risco de crédito e dos depósitos de longo prazo do Banco Montepio, foi hoje anunciado.

De acordo com um comunicado da agência de ‘rating’ norte-americana, o aumento da classificação do risco de crédito do Banco Montepio passou de ‘caa1’ para ‘b3’, e o dos depósitos do passou de ‘B3’ para ‘B1’.

Para a Moody’s, a alteração do ‘rating’ (avaliação) do risco de crédito “reflete a melhoria do perfil Macro de Portugal de Moderado para Moderado +”, bem como as “suaves melhorias dos critérios de crédito, como resultado da implementação do plano de transformação 2018-2021”.

A agência salienta a descida do crédito malparado para 14,7% no primeiro semestre deste ano (de 15,8% no período homólogo de 2018), resultado de uma venda de carteira de crédito de 239 milhões de euros e um ‘write-off’ de 150 milhões.

“Adicionalmente, o banco vendeu uma carteira de 321 milhões de euros em julho, o que resultou num rácio de crédito malparado ‘pro forma’ de 12,9% em junho de 2019”, nota a agência, que no entanto classifica de “relativamente lenta” a redução de malparado no banco.

A Moody’s destaca também que o banco “tem outras exposições problemáticas, como ativos imobiliários, que se incluídos sobem o rácio de exposição a ativos não produtivos para um ‘pro forma’ de 20%, considerando a venda de malparado”.

Já relativamente aos depósitos, a melhoria na classificação deve-se à subida do ‘rating’ do risco de crédito, bem como à metodologia de cálculo da agência sobre o impacto de eventuais falhas do banco nas perdas de cada classe de credor, que fez subir a classificação dos depósitos em dois níveis.

A Moody’s salienta ainda a “baixa probabilidade de apoio governamental, que resulta numa não elevação” do nível das obrigações seniores não garantidas.

Esta avaliação tem origem na preferência atribuída a todos os depositantes em relação aos detentores de dívida sénior em processos de insolvência e resolução de bancos, depois de uma diretiva europeia ter sido transposta para a legislação portuguesa em março de 2019.

Para além destas subidas, a Moody’s subiu ainda a avaliação de base de risco de crédito ajustada, a avaliação de risco de contraparte de longo prazo, a classificação de risco de contraparte de longo prazo, as obrigações subordinadas júnior e as obrigações subordinadas.

Nas descidas, regista-se apenas a dívida sénior não preferencial, que de acordo com um comunicado do Banco Montepio à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) “constitui uma nova classe de dívida situada entre a dívida sénior preferencial (‘senior unsecured debt’) e a dívida subordinada (‘subordinated debt’), introduzida no normativo jurídico português” com a transposição da diretiva europeia em março de 2019.

Subscreva Gratuitamente a Rádio Regional no Google News.

VEJA AINDA:

15 DE JUNHO: PRIMEIRAS ELEIÇÕES LIVRES EM ESPANHA APÓS A DITADURA (1977)

Rádio Regional

PREVISÃO APONTA PARA QUEDA NO GASÓLEO E LIGUEIRA SUBIDA NA GASOLINA

Rádio Regional

GOVERNO ABRE CANDIDATURAS DE 10 MILHÕES PARA APOIO A VEÍCULOS ELÉTRICOS

Rádio Regional

MUNDIAL 2026: MÉXICO VENCE ÁFRICA DO SUL NO JOGO DE ABERTURA

Rádio Regional

DISPOSITIVOS DE VAPING UTILIZADOS PARA CONSUMO DE DROGAS SINTÉTICAS

Rádio Regional

BCE DEVERÁ SUBIR TAXAS DE JURO EM 25 PONTOS BASE PARA CONTER INFLAÇÃO

Rádio Regional

Deixe um comentário

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.