O Tribunal de Vila Real iniciou o julgamento de um ex-sacerdote de Murça, de 80 anos, acusado de crimes de violação, coação sexual, burla qualificada e usurpação de funções.
Por decisão do coletivo de juízes, as sessões decorrem à porta fechada, dada a natureza sensível dos crimes sexuais em causa. O arguido, que foi detido em dezembro de 2021 e libertado em abril de 2022, manifestou a intenção de prestar declarações nesta fase inicial do processo.
Segundo a acusação do Ministério Público, o homem terá continuado a apresentar-se como padre e exorcista da Igreja Católica durante décadas, mesmo após ter sido expulso da instituição em 1979. Sob este pretexto, recebia clientes para orientação espiritual e exorcismos em troca de contrapartidas financeiras.
O tribunal considerou indiciado que o ex-padre se terá aproveitado da vulnerabilidade psicológica de uma vítima para a colocar num estado de inconsciência e praticar atos sexuais. Uma segunda vítima terá sido constrangida a suportar contactos forçados. A próxima sessão do julgamento está agendada para o dia 19 de maio.
Redação | Fonte: Fotografia Correio da Manhã

