O Museu do Côa inaugura este sábado as exposições “Parte do Chão” e “Perspetivas Contemporâneas da Paisagem”. As mostras, patentes até 27 de setembro, inserem-se nas comemorações dos 30 anos do Parque Arqueológico do Vale do Côa e exploram a ligação entre a arte rupestre e a criação artística atual.
A Fundação Côa Parque anunciou a abertura de dois novos projetos expositivos que revisitam o património milenar do Vale do Côa através de linguagens artísticas contemporâneas. A exposição “Parte do Chão” reúne trabalhos de João Massano, Maria Luísa Capela e Sebastião Castelo Lopes.
Resultante de uma residência artística no território, a mostra apresenta uma leitura gráfica e plástica sobre as vivências locais. João Massano foca-se na fusão de planos entre o real e o onírico, enquanto Maria Luísa Capela explora a gestualidade e a plasticidade bruta da pintura.
Sebastião Castelo Lopes introduz uma abordagem poética ao tempo e ao simbolismo. Em paralelo, a exposição “Perspetivas Contemporâneas da Paisagem”, com curadoria de Romy Castro e Sofia F. Augusto, surge de uma colaboração com a organização Hawk Stars. O projeto foca-se na expressão primordial humana e na utilização de materiais da terra, estabelecendo um diálogo com as gravuras rupestres. Romy Castro utiliza o carvão como base de uma investigação sobre a antiguidade do local.
As exposições ocupam três salas do Museu do Côa e sucedem a mostras dedicadas a Silva Porto e ao projeto fotográfico ViViFiCAR. O museu tem registado uma afluência significativa em exposições temporárias, com destaque para nomes como Paula Rego, Graça Morais e Amadeo de Sousa-Cardoso, reforçando o papel da instituição na dinamização cultural da região do Douro e de Trás-os-Montes.
