A Diretoria do Norte da Polícia Judiciária, em coordenação com o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, mobilizou dezenas de inspetores para o cumprimento de cerca de 30 mandados de busca, que incidiram sobre instalações da empresa municipal Águas de Gaia, sedes de sociedades comerciais e domicílios nos distritos do Porto e Aveiro.
A investigação, que decorria há aproximadamente 17 meses, aponta para a existência de um esquema organizado de criminalidade económico-financeira, onde funcionários com poder de decisão facilitariam a adjudicação de contratos públicos a empresas específicas em troca de contrapartidas financeiras ilícitas.
Durante as diligências realizadas hoje, as autoridades procederam à apreensão de viaturas de alta cilindrada, armas de fogo, avultadas quantias em dinheiro e documentação relevante para a consolidação da prova. Fontes judiciais confirmam que o processo não envolve, até ao momento, titulares de cargos políticos eleitos, centrando-se a responsabilidade criminal em diretores de departamento, técnicos superiores e agentes do setor privado.
Este caso surge na sequência de investigações anteriores relacionadas com a gestão da mesma entidade pública, reforçando o escrutínio sobre a transparência na contratação municipal. Os 13 detidos serão presentes ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto nas próximas horas para o primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.

