A reativação da Brigada de Trânsito (BT) da GNR contará, numa fase inicial, com um efetivo de cerca de 1.300 militares, mantendo o número atual de elementos afetos a esta área.
A confirmação foi dada esta terça-feira pelo Ministro da Administração Interna, Luís Neves, durante uma audição na Comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais.
O governante sublinhou que a mudança fundamental não reside no aumento imediato de meios humanos, mas na estrutura organizacional, que deixará de ser distrital para passar a ter um comando único de âmbito nacional, garantindo uma hierarquia e disciplina unificadas.
Luís Neves defendeu que a extinção da unidade em 2007 resultou na perda de uma fiscalização especializada e orientada para o risco, capacidade que o Executivo pretende agora recuperar.
O novo modelo focará a sua atuação nos principais eixos rodoviários, redes complementares e autoestradas, sob uma única cadeia de decisão coordenada.
O ministro assegurou ainda que esta reforma da Guarda Nacional Republicana não irá interferir com as competências da PSP em meio urbano, aguardando-se agora a apresentação do plano detalhado pelo comando-geral da GNR.
