Portugal registou 87.130 partos em 2025, um aumento de 3,7% face ao ano anterior. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, a região Norte foi a principal impulsionadora deste crescimento, enquanto a proporção de mães estrangeiras e a idade média das parturientes continuam a subir.
O Instituto Nacional de Estatística publicou o relatório Estatísticas dos partos, revelando que o país recuperou a tendência de crescimento populacional interrompida em 2024. O acréscimo de 3.071 nascimentos foi impulsionado sobretudo pela região Norte, que registou uma subida de quase 6%, contribuindo para cerca de metade do aumento nacional.
Em sentido contrário, apenas a Região Autónoma da Madeira apresentou um decréscimo, na ordem dos 3,3%. O perfil demográfico das parturientes confirma a relevância crescente da população estrangeira, que representa agora 28,8% do total de partos, com especial incidência na Grande Lisboa e no Algarve. A nacionalidade brasileira mantém-se como a mais representada, abrangendo 10,5% das ocorrências. No plano clínico, os dados evidenciam o adiamento da maternidade: a percentagem de mães com 35 ou mais anos fixou-se nos 32%, quase duplicando o valor registado há duas décadas.
Esta faixa etária está também associada a uma maior probabilidade de partos gemelares. A quase totalidade dos procedimentos ocorreu em meio hospitalar, com assistência médica ou de enfermagem especializada. Contudo, mantém-se a tendência de intervenção cirúrgica ou instrumental, com as cesarianas e partos distócicos a representarem a maioria das intervenções desde 2009.
O INE destaca ainda que a duração da gravidez é superior a 37 semanas na maioria dos partos simples, valor que desce significativamente nos casos de partos múltiplos ou gemelares.
