O Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP) confirmou a manutenção da greve dos Operadores de Telecomunicações de Emergência entre os dias 29 de junho e 3 de julho. A estrutura sindical garante que o socorro às populações está assegurado.
Os Operadores de Telecomunicações de Emergência da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) avançam para uma paralisação de cinco dias, com início agendado para 29 de junho. Em causa está a reivindicação de uma carreira profissional especial que reconheça a especificidade das funções destes técnicos, atualmente integrados na carreira geral de assistente técnico.
O SinFAP argumenta que estes profissionais asseguram a receção, triagem e despacho de meios de socorro em regime ininterrupto, sem que haja uma valorização correspondente à responsabilidade e exigência da função.
Recentemente, a estrutura sindical reuniu-se com representantes do Ministério da Administração Interna, que manifestaram disponibilidade para iniciar negociações com vista à criação da carreira pretendida. No entanto, o sindicato decidiu manter o protesto como forma de conferir visibilidade pública à situação dos trabalhadores e pressionar o Governo a transformar intenções em decisões concretas.
O SinFAP sublinha que a ausência de um estatuto profissional digno e adequado à realidade operacional representa uma injustiça prolongada para os técnicos que constituem a espinha dorsal da proteção civil.
Durante o período de greve, que termina a 3 de julho, o socorro à população não será interrompido. O sindicato assegurou o cumprimento integral dos serviços mínimos legalmente definidos, garantindo que a resposta a situações de emergência permanece operacional em todo o território.
A ação pretende sensibilizar a sociedade civil e os decisores políticos para a necessidade urgente de investir na valorização destes profissionais e garantir condições de trabalho compatíveis com a missão essencial que desempenham.

