O Papa Leão XIV apelou, esta quarta-feira, à fraternidade, considerando que esta não é “um sonho bonito e impossível”, mesmo num mundo devastado por guerras, conflitos sociais e “sentimentos de ódio”.
Durante a audiência geral semanal, perante milhares de fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano, o papa norte-americano reconheceu que a fraternidade “não parece ser um dado adquirido” e que “não é imediata”, mas insistiu na sua possibilidade.
“Muitos conflitos, tantas guerras no mundo, tensões sociais e sentimentos de ódio parecem provar o contrário”, admitiu Leão XIV, citado pela agência EFE. O pontífice notou que “o desacordo, a rutura e, por vezes, o ódio podem devastar as relações entre familiares, não apenas entre estranhos”.
Para contrariar esta realidade, o Papa exortou os fiéis a quebrar “a lógica negativa do egoísmo, das divisões e da arrogância”, e a “apoiarem-se uns aos outros como irmãos e irmãs”. Recordou que a própria raiz da palavra “irmão” significa “cuidar, estimar, apoiar e sustentar”.
Invocando São Francisco de Assis, que se dirigia a todos “independentemente da origem geográfica, cultural, religiosa ou doutrinal”, Leão XIV terminou a sua catequese com dois apelos fortes: insistiu que “a guerra é um massacre inútil, nada é melhor do que a paz” e pediu a promoção da dignidade das mulheres.
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