O presidente da Câmara de Paredes e recandidato pelo PS, Alexandre Almeida, está no centro de uma forte polémica por suspeitas de favorecimento em negócios imobiliários que envolvem a sua empresa. Uma investigação da SIC e da revista Sábado levanta questões sobre a compra e venda de apartamentos e de uma quinta com alegadas mais-valias, levando a oposição (PSD/CDS-PP) a exigir a sua “demissão imediata”.
Um dos casos remonta a 2024, com a compra de dois apartamentos por 206 mil euros a uma construtora, um valor considerado abaixo do de mercado. A investigação refere que a compra foi feita antes do licenciamento da obra, uma aprovação que dependia do executivo do próprio autarca. A posterior venda de um dos imóveis terá resultado num lucro superior a 100 mil euros.
Em resposta à SIC, a autarquia refuta as acusações, esclarecendo que se tratou de um contrato-promessa de 2020 e que a venda só se concretizou em 2024. A câmara garante ainda que não existe qualquer incompatibilidade na participação do autarca na sua empresa imobiliária, a Didalma, por este ser apenas sócio e não gerente, não interferindo nas decisões do município.
Perante estas suspeitas, que incluem ainda a compra de uma quinta por um valor alegadamente muito inferior ao seu valor patrimonial, a coligação PSD/CDS-PP reagiu em comunicado, acusando o presidente de “mais-valias escandalosas” e exigindo a sua “demissão imediata”. A polémica surge em plena pré-campanha para as eleições autárquicas de 12 de outubro.
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