Pedro Dias recusou fazer um teste de ADN, avançou hoje o Correio da Manhã. O principal suspeito dos crimes de Aguiar da Beira, que se entregou às autoridades na noite de terça-feira, não permitiu a recolha de saliva para a realizar do teste, o que segundo a advogada, citada pelo mesmo jornal, é um direito que lhe assiste.
“Só por ordem de um juiz pode ser recolhido ADN”, acrescentou Mónica Quintela ao jornal, que avança que é expectável que durante o dia de hoje, em que Pedro Dias será presente a um juiz, o tribunal ordene a cedência de amostra para a realizar do teste.
Suspeito de cinco crimes de homicídio qualificado, três dos quais na forma tentada, dois crimes de sequestro, pelo menos dois crimes de roubo e um crime de furto, Pedro Dias é presente ao Tribunal da Guarda, às 10:00, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de eventuais medidas de coação.
O homem de 44 anos é ouvido pelo juiz de instrução criminal 30 dias após os crimes que ocorreram a 11 de Outubro em Aguiar da Beira, no distrito da Guarda.
Pedro Dias entregou-se na terça-feira à noite às autoridades e, em directo na RTP, foi visível estar algemado e a entrar num carro da polícia, que o transportou para as instalações da Polícia Judiciária (PJ) da Guarda. Também um jornalista do Diário de Coimbra estava presente na detenção.
João Luís Campos, que tal como a jornalista da RTP Sandra Felgueiras entrevistou o suspeito, contou ao CM que o suspeito negou a autoria dos crimes, que “genericamente diz que foi ajudado” e que não o achou “esfomeado”, mas antes um homem “tranquilo e aliviado”.
Aliás, de acordo com o CM, ao chegar à prisão, na noite de terça-feira, Pedro Dias afirmou: “Finalmente vou ter uma noite descansada”.

