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PJ DESMANTELA GRUPO DE “BURLÕES”

A Polícia Judiciária (PJ), através da Directoria de Lisboa e Vale do Tejo, concluiu uma investigação que conduziu à detenção de 13 suspeitos da prática de crimes de falsificação de documentos e burla qualificada.

A rede criminosa funcionava desde 2011 e dedicava-se à falsificação de documentos, utilizando-os posteriormente nas burlas que efectuava. Segundo a PJ, os bens adquiridos de forma ilícita pelos suspeitos estão avaliados em centenas de milhares de euros.

Em comunicado, os inspectores explicam que, com recurso a documentos falsos e através de testas-de-ferro, os suspeitos contraíam créditos bancários em diferentes instituições financeiras, que vendiam posteriormente de forma ilegal a terceiros. Os suspeitos ficavam assim com todos os lucros provenientes da actividade criminosa. Com o recurso a testas-de-ferro, os suspeitos abriam contas bancárias nas quais eram depositados milhares de euros. Nesses crimes, o indivíduo que representava os suspeitos utilizava documentação falsa, não sendo possível às entidades financeiras obterem uma cobrança pelos créditos que adquiriam.

A Polícia Judiciária avança ainda que os suspeitos simulavam acidentes e avarias com os automóveis, pedindo às companhias de seguros veículos de substituição de gama média e alta. Depois de terem as viaturas, falsificavam os seus documentos, vendendo-as a terceiros, livres de encargos.

Na investigação dirigida pela PJ de Lisboa, foram efectuados 45 inquéritos e inquiridas duas centenas de testemunhas. A Polícia Judiciária realizou ainda 48 buscas, durante as quais foram apreendidas 13 viaturas de gama média e alta, um imóvel, equipamentos informáticos, uma arma de fogo e material relacionado com a prática criminosa levada a cabo pelos suspeitos.

O mesmo comunicado avança que, no decorrer da investigação foram constituídos 59 arguidos, alguns dos quais se encontram em prisão preventiva. A acusação foi reduzida pela 3.ª Secção do Departamento de Investigação e Acção Penas de Lisboa a 52 arguidos, pela prática de 476 crimes.

Rui Gaudêncio / PÚBLICO

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