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PONTE DA BARCA: HÁ TRÊS ALDEIAS EM RISCO NO LINDOSO

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O presidente da Câmara de Ponte da Barca, Augusto Marinho, deu conta à Lusa de uma terceira aldeia no caminho do incêndio florestal que lavra há vários dias no Lindoso e que durante a tarde ameaçou outras duas.

“A situação continua muito preocupante, desde logo pelas condições atmosféricas, pois faz-se sentir-se muito vento”, disse o autarca no ponto da situação sobre a evolução do incêndio que no início do dia de hoje “agravou-se de forma substancial” naquele concelho do distrito de Viana do Castelo.

Ao início da tarde, à Lusa, Augusto Marinho deu conta da existência de duas frentes, em que uma delas se dirigia para as aldeias de Lourido e Ermida, atualizando, pelas 20:15, os números da sua preocupação ao acrescentar o Lugar da Igreja, em Britelo, como outra aldeia no caminho das chamas.

“Os bombeiros estão muito apreensivos, é muito tempo a combater e a haver reacendimentos”, alertou o autarca, que hoje pediu ao primeiro-ministro “o envio de meios aéreos pesados de combate” para juntar aos dois ligeiros que têm estado a operar na zona.

Reclamando “mais atenção” para a luta contra o incêndio, o autarca confirmou “não haver registo de feridos, mas apenas homens e mulheres muito cansados devido ao combate apeado a que estão obrigados”.

Já sem poder contar com os dois meios aéreos devido à falta de luz solar, o combate prossegue a pé, estimando o autarca minhoto que “atendendo ao vento que está, avizinha-se uma noite difícil”.

Pelas 20:15, segundo a página do Comando Distrital de Operações de Socorro, estavam no combate às chamas 91 operacionais apoiados por 29 viaturas.

Portugal Continental está em situação de contingência devido às previsões meteorológicas, com temperaturas que podem ultrapassar os 45º em algumas partes do país, e ao risco de incêndio.

A situação de contingência corresponde ao segundo nível de resposta previsto na lei da Proteção Civil e é declarada quando, face à ocorrência ou iminência de acidente grave ou catástrofe, é reconhecida a necessidade de adotar medidas preventivas e ou especiais de reação não mobilizáveis no âmbito municipal.

Oito distritos de Portugal continental mantêm-se sob aviso vermelho, o mais grave, devido ao tempo quente, com mais de uma centena de concelhos em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

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