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POPULAÇÃO MUNDIAL DEVE CHEGAR AOS 8 MIL MILHÕES EM 15 DE NOVEMBRO

A população mundial deve chegar aos 8 mil milhões de pessoas até 15 de novembro deste ano, de acordo com uma estimativa do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, hoje divulgada.

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A população mundial deve chegar aos 8 mil milhões de pessoas até 15 de novembro deste ano, de acordo com uma estimativa do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, hoje divulgada.

Segundo a projeção, a Índia ultrapassará a China, tornando-se o país mais populoso do mundo já em 2023.

As Nações Unidas assinalam hoje o Dia Mundial da População, que foi proclamado e adotado pela Assembleia-Geral da organização em 21 de dezembro de 1990.

“Antecipar o nascimento da pessoa que fará a população chegar aos 8 mil milhões na Terra”, é “um lembrete da nossa responsabilidade de cuidar do planeta e um momento para refletir como ainda estamos aquém nos nossos compromissos de uns para com os outros”, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, em comunicado, sem citar casos específicos.

É também “um momento para celebrar a nossa diversidade, reconhecer a nossa humanidade comum e para nos maravilharmos com os avanços na saúde, que prolongaram a expectativa de vida e reduziram drasticamente as taxas de mortalidade materna e infantil”, sublinhou ainda Guterres.

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De acordo com o departamento da ONU responsável por tais previsões, a população mundial está a crescer ao ritmo mais lento desde 1950.

Ainda assim, as estimativas referem que a população mundial pode chegar a cerca de 8,5 mil milhões em 2030 e 9,7 mil milhões em 2050, atingindo cerca de 10,4 mil milhões de pessoas na década de 2080 para depois permanecer nesse nível até 2100.

Tendo sido observada uma diminuição da natalidade em vários Estados ditos desenvolvidos, mais de metade do aumento esperado da população nas próximas décadas deverá concentrar-se em oito países, segundo o departamento da ONU, que identificou a República Democrática do Congo, o Egito, a Etiópia, a Índia, a Nigéria, o Paquistão, as Filipinas e a Tanzânia.

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ENERGIA RENOVÁVEL AUMENTOU 50% ENTRE 2022 E 2023, MAS AINDA É INSUFICIENTE

A capacidade elétrica renovável mundial aumentou 50% entre 2022 e 2023, segundo a Agência Internacional de Energia, que alerta que com as políticas atuais a capacidade de produção não vai triplicar até 2030, objetivo definido na COP28.

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A capacidade elétrica renovável mundial aumentou 50% entre 2022 e 2023, segundo a Agência Internacional de Energia, que alerta que com as políticas atuais a capacidade de produção não vai triplicar até 2030, objetivo definido na COP28.

De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), que divulga hoje o relatório Renováveis 2023, no ano passado entraram em funcionamento cerca de 507 gigawatts (GW), mais 50% do que em 2022, sendo que três quartos destas novas instalações foram de energia fotovoltaica.

A China foi, mais uma vez, o motor deste crescimento, com mais 66% de turbinas eólicas do que há um ano, por exemplo, mas a Europa, os Estados Unidos e o Brasil também atingiram níveis sem precedentes.

Nos próximos cinco anos, a AIE prevê o “crescimento mais forte” registado nos últimos 30 anos.

“A capacidade de produção de eletricidade renovável nunca se expandiu tão rapidamente em 30 anos, o que nos dá uma hipótese real de atingir o objetivo que os governos estabeleceram na COP28 de triplicar a capacidade global até 2030”, sublinha a AIE.

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No entanto, este ritmo ainda não é suficiente, acrescenta a Agência, que aponta em particular para a necessidade de financiamento para os países emergentes e em desenvolvimento.

“Nas atuais condições de mercado e políticas, a capacidade global aumentaria 2,5 vezes até 2030. Isto ainda não é suficiente para cumprir o objetivo da COP28 de triplicar a capacidade, mas estamos a aproximar-nos e os governos têm as ferramentas necessárias para compensar a diferença”, resume Fatih Birol, diretor da AIE.

Nas atuais circunstâncias, seria possível chegar a 2028 com 7.300 GW de potencia instalada, não alcançando por pouco o mínimo de 11 mil GW definidos para 2030 como meta pelos 198 governos que participaram na COP28 há um mês.

Para além do contexto macroeconómico, para Birol “o desafio mais importante para a comunidade internacional é aumentar rapidamente o financiamento e a implantação das energias renováveis na maioria das economias emergentes e em desenvolvimento, muitas das quais estão a ficar para trás na nova economia energética”.

Os membros do G20, que reúne as 20 maiores economias do mundo, incluindo os principais países desenvolvidos, mas também as principais potências emergentes (como a China e a Índia), são atualmente responsáveis por quase 90% das energias renováveis instaladas, quando representam dois terços da população mundial.

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Reforçando a aplicação das políticas atuais, o G20 poderia triplicar as suas capacidades em matéria de energias renováveis até 2030, o que contribuiria para o objetivo global, mas teria de ser complementado por uma aceleração noutros países, especialmente nos países em desenvolvimento, que não têm objetivos em matéria de energias renováveis nem políticas de apoio.

Nos próximos cinco anos, a energia solar fotovoltaica e a energia eólica em terra continuarão a representar a maior parte das novas instalações (96% em termos de capacidade), porque estas tecnologias têm custos de produção mais baixos do que os combustíveis fósseis e outras alternativas e porque existem políticas públicas de apoio em muitos países.

Por outro lado, os autores do estudo estimam que, até 2025, as energias renováveis ultrapassarão as centrais a carvão na produção mundial de eletricidade e que, a partir de 2025, só a energia eólica ultrapassará a nuclear, tal como a energia solar fotovoltaica a partir de 2026, que estará à frente da eólica em 2028.

Segundo a AIE, a China representará sozinha quase 60% das novas energias renováveis a nível mundial até 2028, apesar do desaparecimento dos subsídios em 2020 e 2021. O gigante asiático produzirá então quase metade da eletricidade renovável do mundo.

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SUPERLIGA: PRESIDENTE DA FPF REITERA REPÚDIO POR UMA NOVA COMPETIÇÃO

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) reiterou hoje a ideia de que a criação de uma Superliga “é uma péssima ideia para o futebol”, por violar “todos os princípios do mérito desportivo”.

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O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) reiterou hoje a ideia de que a criação de uma Superliga “é uma péssima ideia para o futebol”, por violar “todos os princípios do mérito desportivo”.

“Já em [outubro de] 2020 manifestei a minha total discordância e repúdio pela criação de uma Superliga. Três anos depois, mantenho a minha opinião. Acho que é uma péssima ideia para o futebol, pois viola todos os princípios do mérito desportivo”, assinalou o dirigente, numa nota divulgada no site oficial da FPF.

Fernando Gomes reafirmou a posição depois de o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) considerar hoje contrária à legislação europeia a decisão da FIFA e da UEFA de proibir futebolistas e clubes de participarem em competições privadas, tal como a Superliga proposta em 18 de abril de 2021.

“A concretizar-se, prejudicaria muito o futebol como um todo e os clubes portugueses em particular. Por isso, a FPF foi, é e será convicta e frontalmente contra competições organizadas fora das federações e ligas, e apoia de forma firme o modelo desportivo europeu”, concluiu.

O TJUE, o mais alto órgão administrativo da UE, considerou que a UEFA e a FIFA abusaram da sua “posição dominante” na sua ação contra a criação da controversa Superliga de futebol.

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Real Madrid e FC Barcelona são os resistentes entre os 15 fundadores do projeto original — apesar de só terem sido revelados 12 -, que preconizava uma competição com 20 clubes, que foi contestada por diversos quadrantes, desde as estruturas da modalidade até aos governos nacionais, passando pelos próprios adeptos.

Em outubro de 2022, foi criada a empresa A22, promotora do projeto, que readaptou o plano inicial, em fevereiro de 2023, sob novos princípios e um modelo com 60 a 80 clubes, que fosse aberto, sem membros permanentes e alicerçado no mérito desportivo.

Também já hoje, a empresa promotora da Superliga, a A22, propôs “uma nova competição europeia aberta”, com “64 clubes divididos em três ligas” de futebol nos masculinos e 32 clubes repartidos por duas ligas” em femininos.

“A nova proposta de competição é o resultado de um extenso diálogo durante os últimos 18 meses, com muitas pessoas do mundo do futebol envolvidas”, assinalou Bernd Reichart, diretor executivo da A22.

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