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PORTUGAL: REGISTO DE 725 CRIMES DE TRÁFICO HUMANO ENTRE 2008 E 2022

Portugal registou 725 crimes de tráfico de pessoas entre 2008 e 2022, com um aumento de 107% entre estes dois anos, que levou à constituição de 284 arguidos, maioritariamente homens portugueses, e à condenação de 157 pessoas.

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Portugal registou 725 crimes de tráfico de pessoas entre 2008 e 2022, com um aumento de 107% entre estes dois anos, que levou à constituição de 284 arguidos, maioritariamente homens portugueses, e à condenação de 157 pessoas.

Segundo os dados do Boletim Tráfico de Pessoas: Estatísticas da Justiça 2008-2022, da responsabilidade do Observatório do Tráfico de Seres Humanos (OTSH) e que tem como fonte a Direção-Geral da Política da Justiça/Ministério da Justiça, as autoridades policiais portuguesas registaram 725 crimes de tráfico de pessoas, o que representa 0,3% do total de crimes contra a liberdade pessoal.

“Comparando o número de crimes de tráfico de pessoas registados entre os dois anos extremos (2008 e 2022), a nível global registou-se uma taxa de variação de mais 107%”, lê-se no documento.

Nestes 15 anos foram detetadas 466 pessoas singulares suspeitas, maioritariamente do sexo masculino (78%) e no escalão etário de 25 ou mais anos (515).

Daqui, resultaram quase 80 processos-crime, em que o número total de arguidos foi de 284, sendo que a maioria destas pessoas eram portuguesas e do género masculino.

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“Observando o escalão etário, verifica-se que os nacionais portugueses do sexo masculino se encontram entre os 40-49 anos, enquanto os nacionais estrangeiros entre os 30-39 anos”, refere o OTSH.

Refere também que houve 157 pessoas condenadas pelo crime de tráfico de pessoas, sendo que também aqui a maioria são portugueses e homens, havendo a registar igualmente 36 mulheres.

Acrescenta ainda que “entre 2013 e 2022, a maioria dos reclusos condenados é do sexo masculino e de nacionalidade portuguesa, com idades entre os 21 e mais anos”, sendo que “no caso de reclusos condenados do sexo feminino, a maioria é de nacionalidade estrangeira, também no escalão etário dos 21 e mais anos”.

A maior parte destes crimes foram registados pelas autoridades policiais na zona centro do país, área metropolitana de Lisboa e no Alentejo, com esta última região a registar “o número mais elevado de crimes”.

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NACIONAL

POLÍCIA: MAIS DE 336 MIL DENÚNCIAS CRIMINAIS EM DOIS ANOS

A Polícia de Segurança Pública (PSP) registou no biénio 2022-2023 mais de 336 mil denúncias criminais, segundo dados divulgados pela força de segurança para assinalar hoje o Dia Europeu das Vítimas de Crime.

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A Polícia de Segurança Pública (PSP) registou no biénio 2022-2023 mais de 336 mil denúncias criminais, segundo dados divulgados pela força de segurança para assinalar hoje o Dia Europeu das Vítimas de Crime.

Em comunicado, a PSP adianta que no ano de 2023, o serviço 112 recebeu um total de 6.953.906 chamadas.

“Importa ainda referir que no biénio 2022-2023, a PSP registou mais de 336 mil denúncias criminais, que tiveram o devido apoio, acompanhamento e encaminhamento.”, é referido na nota.

Estes dados são divulgados hoje, o Dia Europeu das Vítimas de Crime, que foi “criado no ano de 1990 em Estocolmo pela Victim Support Europe, com o propósito de sensibilizar e alertar para a proteção e salvaguarda dos direitos das vítimas de crime, bem como dar a conhecer os mecanismos disponíveis a que podem recorrer, caso sejam vítimas de crime ou tenham presenciado um crime, independentemente da sua natureza”.

A PSP disponibiliza a nível nacional mais de duas centenas de locais para apresentação de denúncias e apoio a vítimas de crimes, entre centenas de esquadras, 19 espaços de atendimento especializado e dedicado a vítimas de violência doméstica (vítimas especialmente vulneráveis), quatro postos policiais localizados nos principais hospitais da Área Metropolitana de Lisboa e três Esquadras de Turismo.

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Podem ser feitos contactos ainda através da queixa eletrónica https://queixaselectronicas.mai.gov.pt para formalizar qualquer denúncia criminal via internet, bem como os endereços eletrónicos [email protected], [email protected], [email protected], [email protected].

A APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima registou no ano passado 30.950 crimes, a maioria relacionados com violência doméstica e crimes sexuais contra crianças e jovens.

Segundo dados da APAV, divulgados hoje no jornal Público, nos últimos cinco anos, foram registados 6.776 crimes sexuais contra crianças e jovens, sendo o ano de 2023 aquele em que mais crimes deste género foram reportados, totalizando 1.760 situações.

No entanto, os crimes de violência doméstica continuam a dominar a maioria do total dos crimes relatados pela APAV ao longo de 2023: foram sinalizados 23.465 crimes deste tipo, representando 75,8% do total de 30.950 crimes reportados.

Os dados da APAV, citados pelo Público e cujo relatório vai ser divulgado hoje, indicam que os crimes relacionados com a violência sexual contra menores (1.760) surgem logo a seguir, representando 5,7% dos crimes reportados.

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Os 1.760 casos representam um aumento de quase 30%, que se traduzem em 404 situações, no número de crimes contra crianças contabilizados pela APAV ao longo de 2022.

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SETE MIL CRIMES SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS E JOVENS NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS

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“Importa ainda referir que no biénio 2022-2023, a PSP registou mais de 336 mil denúncias criminais, que tiveram o devido apoio, acompanhamento e encaminhamento.”, é referido na nota.

Estes dados são divulgados hoje, o Dia Europeu das Vítimas de Crime, que foi “criado no ano de 1990 em Estocolmo pela Victim Support Europe, com o propósito de sensibilizar e alertar para a proteção e salvaguarda dos direitos das vítimas de crime, bem como dar a conhecer os mecanismos disponíveis a que podem recorrer, caso sejam vítimas de crime ou tenham presenciado um crime, independentemente da sua natureza”.

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No entanto, os crimes de violência doméstica continuam a dominar a maioria do total dos crimes relatados pela APAV ao longo de 2023: foram sinalizados 23.465 crimes deste tipo, representando 75,8% do total de 30.950 crimes reportados.

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