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PROFESSORES TEMEM QUE AS REDES SOCIAIS PREJUDIQUEM AS CRIANÇAS

Noventa por cento dos responsáveis escolares britânicos mostram-se apreensivos com o impacto das redes sociais na saúde mental e na autoestima dos alunos. “Sentem-se péssimos exemplos”. Professores apelam à intervenção das autoridades.

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Noventa por cento dos responsáveis escolares britânicos mostram-se apreensivos com o impacto das redes sociais na saúde mental e na autoestima dos alunos. “Sentem-se péssimos exemplos”. Professores apelam à intervenção das autoridades.

Nove em cada dez diretores de escolas secundárias britânicas estão preocupados com a influência das redes sociais na saúde mental dos alunos e reclamam maior regulamentação no seu uso por parte de crianças e jovens.

A conclusão é de um estudo da Associação de Responsáveis Escolares e Universitários (ASCL) britânica, que ouviu 460 professores de escolas secundárias em janeiro deste ano. A maioria destes diretores escutou relatos de alunos que foram expostos a conteúdos “perturbadores” em sites e redes sociais, nomeadamente cenas de autoflagelação, intimidação, incitação ao ódio e conteúdo sexual.

Um quinto dos responsáveis confessou ter recebido testemunhos de alunos que foram vítimas de bullying nas redes sociais, diária ou semanalmente.

Um responsável escolar chegou mesmo a declarar ao jornal The Independent: “Temos registado um aumento significativo de casos de automutilação relacionados com as redes sociais. Antes, as primeiras semanas após um período de férias costumavam ser tranquilas; agora são muito piores porque os alunos estão a tentar resolver as questões que foram acumulando durante essa pausa”.

A maioria dos professores diz que este tipo de situações tem contribuído decisivamente para diminuir a autoestima dos jovens – e não só por serem alvo de algum tipo de agressão: “Olhando para as imagens idealizadas pelos sites, todos se sentem péssimos exemplos”, defendem, lembrando outros problemas ligados ao uso excessivo das redes sociais: falta de sono, fadiga crónica e, em casos mais graves, automutilação resultante da violência psicológica a que possam estar sujeitos.

Mais de três quartos dos professores defende uma intervenção rápida do governo, no sentido de obrigar as empresas que gerem estas redes a adotarem práticas que garantam mais segurança aos jovens. Também querem que os pais se preocupem mais com o que os filhos andam a fazer no mundo virtual. “Alguns educadores ainda não se habituaram a assumir o seu papel nesta matéria”, defendeu um dos diretores. Um outro referiu ao The Independent: “É preciso ver que um número reduzido de pais também não age da melhor forma nas redes sociais” e “quando a escola faz reuniões de segurança para os pais, as participações são sempre muito baixas”.

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