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NACIONAL

PSP: OPERAÇÃO NATAL E ANO NOVO ARRANCA AMANHÃ (15 DE DEZEMBRO)

A PSP vai reforçar a partir de sexta-feira e até 02 de janeiro o policiamento e a fiscalização no âmbito da operação “Polícia Sempre Presente: Festas em Segurança 2023-2024”, informou hoje aquela força de segurança.

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A PSP vai reforçar a partir de sexta-feira e até 02 de janeiro o policiamento e a fiscalização no âmbito da operação “Polícia Sempre Presente: Festas em Segurança 2023-2024”, informou hoje aquela força de segurança.

Em comunicado, a PSP refere que a operação, que vai decorrer no período de Natal e Ano Novo e tem como lema “Celebre connosco em segurança”, assenta em quatro eixos principais: visibilidade policial, o policiamento de proximidade, a segurança rodoviária e a segurança na posse e utilização de artigos pirotécnicos.

A PSP indica que vai apostar na visibilidade nas zonas de maior afluência de pessoas, nomeadamente zonas históricas e comerciais, terminais de transportes públicos, zonas turísticas e zonas de diversão noturna.

Na nota, a PSP lembra que decorre até dia 21 de dezembro, inclusive, a operação “Montra Segura”, que visa reforçar a visibilidade e policiamento de proximidade nas zonas comerciais, especialmente nas ruas que possuem o designado “comércio tradicional”, reforçando o sentimento de segurança de comerciantes e compradores.

Neste período das festas, a PSP vai também disponibilizar a vigilância a residências particulares, à semelhança do que é feito aquando do programa “Verão Seguro”.

Quanto à segurança rodoviária, a PSP irá realizar operações de visibilidade preventiva a par da fiscalização, com especial incidência nas principais causas da sinistralidade: excesso de velocidade, condução sob o efeito ao álcool e/ou substâncias psicotrópicas, uso do telemóvel durante a condução e não utilização (ou utilização incorreta) do cinto de segurança e sistemas de retenção (cadeirinhas).

A PSP adianta ainda que na semana que antecede o Natal, a fiscalização vai realizar-se, não só nos grandes centros urbanos, mas também nos acessos aos principais eixos rodoviários interurbanos, acompanhando as tradicionais deslocações para reunião familiar.

Na terça-feira, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) lançou a campanha “O melhor presente é estar presente” para apelar a todos os que circulam nas estradas e ruas que o façam em segurança.

O presidente da ANSR explicou que as campanhas de Natal e Ano Novo deste ano “são mais duras do que o costume ao representarem uma outra face dos acidentes rodoviários que são uma face que normalmente está oculta a todos, que é o socorro e o que se passa nos hospitais portugueses”.

A operação de Natal e Ano Novo da PSP e GNR vai começar na sexta-feira e prolonga-se até 02 de janeiro de 2024, existindo dois períodos considerados mais críticos devido ao presumível aumento do tráfego rodoviário, designadamente entre 22 e 26 de dezembro e 29 de dezembro e 02 de janeiro.

NACIONAL

IDOSOS QUE NÃO CONSEGUEM COMPRAR MEDICAMENTOS PODE DUPLICAR – ESTUDO

A probabilidade de um idoso não conseguir comprar todos os medicamentos de que precisa mais do que duplicou entre 2021 e 2023, uma dificuldade financeira que a inflação pode ter agravado, indica um estudo hoje divulgado.

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A probabilidade de um idoso não conseguir comprar todos os medicamentos de que precisa mais do que duplicou entre 2021 e 2023, uma dificuldade financeira que a inflação pode ter agravado, indica um estudo hoje divulgado.

“Após uma diminuição da probabilidade de não aquisição de todos os medicamentos necessários entre 2017 e 2021, nos últimos anos registou-se um agravamento deste indicador de acesso a cuidados de saúde”, alerta o relatório sobre o envelhecimento elaborado pelos investigadores Pedro Pita Barros e Carolina Santos.

Segundo este estudo, realizado no âmbito da Iniciativa para a Equidade Social, uma parceria entre a Fundação La Caixa, o BPI e a Nova SBE, nos idosos, a probabilidade de não aquisição de todos os medicamentos necessários era de 3,93% em 2021, tendo passado para 9,01% em 2023, ou seja, mais do que duplicou nesse período.

“Tal sugere que, nos anos de 2022 e 2023, a inflação geral poderá ter agudizado as dificuldades financeiras da população, no que toca à sua capacidade de adquirir os medicamentos necessários ao tratamento de um episódio de doença”, uma situação que é mais acentuada nos escalões etários mais elevados, refere o documento.

Para pessoas com pelo menos 65 anos, a probabilidade de não aquisição de todos os medicamentos necessários é de 2,1% para inquiridos dos escalões socioeconómicos A e B, mas sobe para os 26,67% nos idosos do escalão socioeconómico mais desfavorecido (escalão E).

Ou seja, comparando estes dois grupos, os idosos do escalão socioeconómico mais desfavorecido “têm uma probabilidade cerca de treze vezes superior de não comprar toda a medicação que deviam”, salienta ainda o relatório.

O documento refere ainda que as barreiras financeiras no acesso aos cuidados de saúde necessários podem influenciar, não apenas a decisão de aquisição de medicamentos, mas também a própria decisão de o cidadão ir a uma urgência ou consulta.

Aponta ainda o caso da medicina geral e familiar, área em que todos os grupos etários “estão a ser negativamente afetados pela falta de médicos de família” em Portugal.

“Em 2020 a probabilidade de um idoso ter médico de família atribuído era 94,86%, ao passo que em 2023 era de apenas 81,13%, o que corresponde a uma redução de 13,73 pontos percentuais”, alertam os investigadores.

Segundo o estudo, não é apenas a idade que determina as necessidades de saúde não satisfeitas, mas também as características socioeconómicas dos indivíduos.

No entanto, “uma vez que nos idosos a situação de escassez financeira é mais expressiva do que nos outros dois grupos etários analisados, as dificuldades de acesso a cuidados de saúde tendem a ser superiores entre os idosos”, refere o documento.

Em 2023, 14,20% dos idosos inquiridos reportaram não adquirir todos os medicamentos necessários ao tratamento do episódio de doença, percentagem que foi de 6,73% em adultos com idades entre os 15 e os 49 anos e 9,29% em adultos com idades entre os 50 e os 64 anos.

“A maior incidência de necessidades não satisfeitas de aquisição de medicamentos pelos idosos deve-se, em larga medida, à maior privação económica deste grupo etário”, avança o documento.

Perante isso, os investigadores defendem que mitigar as necessidades de saúde não satisfeitas “exige que se atue no sentido de reduzir a pobreza entre os idosos e que se considerem medidas de apoio à aquisição de medicamentos mais abrangentes para este grupo populacional”.

Em 2001, a população com 60 e mais anos representava 21,67% da população residente em Portugal, mas em 2021 esse grupo etário correspondia já a 30,24%.

Em 2070, prevê-se que a população com pelo menos 60 anos totalize 39,21% da população residente em Portugal, de acordo com dados do Eurostat.

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NACIONAL

PORTUGUESES ESTÃO A RECLICAR MAIS EM COMPARAÇÃO COM 2023

Os portugueses enviaram para reciclagem mais 3% de embalagens no primeiro semestre deste ano comparado com o mesmo período de 2023, aumento insuficiente para cumprir metas europeias de reciclagem, segundo a entidade gestora da recolha e tratamento destes resíduos.

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Os portugueses enviaram para reciclagem mais 3% de embalagens no primeiro semestre deste ano comparado com o mesmo período de 2023, aumento insuficiente para cumprir metas europeias de reciclagem, segundo a entidade gestora da recolha e tratamento destes resíduos.

Os dados da Sociedade Ponto Verde (SPV), gestora do sistema integrado de recolha e tratamento de resíduos de embalagens em Portugal, indicam que foram recolhidas 226.985 toneladas de embalagens nos ecopontos nacionais nos primeiros seis meses de 2024, mais 3% face ao período homólogo anterior.

O país está com um ritmo insuficiente para conseguir cumprir a nova meta da reciclagem de embalagens estabelecida pela Europa, adverte a entidade gestora em comunicado, recordando o compromisso de em 2025 Portugal reciclar, pelo menos, 65% das embalagens colocadas no mercado.

Apesar disso, um volume significativo de embalagens continuam a ir parar aos aterros, por serem descartadas inadequadamente, estimando a SPV que são ‘enterrados’ por ano 31 milhões de euros de embalagens.

O vidro merece particular preocupação da SPV, salienta, justificando terem sido recolhidas 100.621 toneladas no primeiro semestre, o que traduz uma estagnação (0%) face ao mesmo período de 2023, sendo este o único material de embalagem que não cumpre a taxa de reciclagem nacional.

A SPV defende a criação de soluções específicas para facilitar a deposição do vidro, como o baldeamento assistido, para colocar nas proximidades de cafés, restaurantes e bares, onde são geradas as maiores quantidades destes resíduos urbanos.

Pela positiva, no primeiro semestre, a SPV assinala o encaminhamento para reciclagem de 75.552 toneladas de papel/cartão, mais 6% do que no período homólogo anterior, 4.449 toneladas de embalagens de cartão para alimentos líquidos (mais 7%), 41.601 toneladas de plástico (mais 6%) e 1.017 toneladas de alumínio (mais 22%).

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