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ECONOMIA & FINANÇAS

REVOLUT: LUCRO DISPARA DE 6 PARA 344 MILHÕES DE LIBRAS ENTRE 2022 E 2023

O lucro do banco Revolut passou de sete milhões de euros (6 milhões de libras) em 2022 para 395 milhões de euros (344 milhões de libras), anunciou hoje a instituição financeira digital.

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O lucro do banco Revolut passou de sete milhões de euros (6 milhões de libras) em 2022 para 395 milhões de euros (344 milhões de libras), anunciou hoje a instituição financeira digital.

Oresultado líquido do grupo financeiro melhorou no ano fiscal de 2023 suportado no aumento da receita que subiu 95% em termos homólogos, para 2.100 milhões de euros (1.800 milhões de libras), explica o banco em comunicado.

A Revolut gerou “lucros recorde” e um “crescimento de receita”, enquanto navega num “ambiente geopolítico, macroeconómico e regulatório cada vez mais complexo”, lê-se também na nota divulgada.

“A nossa base de clientes está a expandir-se a uma velocidade impressionante, e o nosso modelo de negócios diversificado continua a alimentar um desempenho financeiro excecional, gerando receitas de mais de 2.100 milhões de euros em 2023 e um lucro bruto recorde de 503 milhões de euros”, salienta igualmente o banco.

E prosseguiu: “Continuamos empenhados no nosso pedido de licença bancária no Reino Unido, que continua em curso, além de levarmos a app Revolut [aplicação] a novos mercados e clientes em todo o mundo”.

Apesar de ter atingido os 45 milhões de clientes a nível global o primeiro semestre deste ano, a Revolut espera um ter um “crescimento exponencial” neste e nos próximos anos.

Em 2023, a Revolut incorporou quase 12 milhões de novos clientes globalmente, o maior aumento anual na história da empresa, elevando o total para 38 milhões.

Até ao final do ano fiscal de 2024, a banco digital espera alcançar 50 milhões de clientes, sublinha no comunicado.

A Revolut referiu ainda que os saldos totais dos clientes aumentaram de 15.200 milhões de euros (13.200 milhões de libras) para 21.000 milhões de euros (18.200 milhões de libras).

O banco explicou também que devido à expansão das capacidades de tesouraria, ao aumento dos depósitos de clientes, juntamente com o aumento nas taxas do banco central e à aceleração da carteira de crédito, o rendimento de juros cresceu para 575 milhões de euros (500 milhões de libras) em 2023, face aos 97 milhões de euros (83 milhões de libras) registados em 2022.

Em junho deste ano, a Revolut foi a app mais descarregada na categoria Finanças na Europa, ocupando o primeiro lugar em 17 países, enquanto o grupo se expandiu para novos mercados, incluindo o Brasil e a Nova Zelândia, elevando a sua presença global para 38 países.

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INFLAÇÃO EM JUNHO ABRANDA PARA 2,5% NA ZONA EURO E 2,6% NA UE

A taxa anual da inflação abrandou para os 2,5% em junho na zona euro, divulgou hoje o Eurostat, confirmando a estimativa já avançada e indicando ainda um recuo do indicador para os 2,6% na União Europeia (UE).

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A taxa anual da inflação abrandou para os 2,5% em junho na zona euro, divulgou hoje o Eurostat, confirmando a estimativa já avançada e indicando ainda um recuo do indicador para os 2,6% na União Europeia (UE).

Nos países da área do euro, a taxa de inflação anual de junho compara-se com a de 5,5% homóloga e a de 2,6% de maio.

No conjunto dos 27 Estados-membros, o indicador recuou para os 2,6% face a junho de 2023 (6,4%) e também à inflação anual registada em maio (2,7%).

A taxa de inflação subjacente (que exclui bens mais voláteis como energia e alimentos não processados), por seu lado, abrandou para os 2,8% em junho, face aos 6,8% homólogos e aos 2,9% de maio.

As menores taxas de inflação, medidas pelo Índice Harmonizado dos Preços no Consumidor (IHPC, que permite comparar entre os países), observaram-se, em junho, na Finlândia (0,5%), Itália (0,9%) e Lituânia (1,0%) e as maiores foram registadas na Bélgica (5,4%), Roménia (5,3%), Espanha e Hungria (3,6% em ambas).

Em Portugal, o indicador, medido pelo IHPC, abrandou para os 3,1%, face aos 4,7% de junho de 2023 e aos 3,8% registados em maio.

Comparando com maio, a inflação anual recuou em 17 Estados-membros, manteve-se num e subiu nos outros nove.

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GLOBAL MEDIA: TRABALHADORES DENUNCIAM FALTA DE PAGAMENTO

Um grupo de 40 trabalhadores a recibos verdes em títulos da Global Media anunciou hoje a suspensão da colaboração por tempo indeterminado por falta de pagamento, confirmou a Lusa junto do Sindicato dos Jornalistas (SJ).

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Um grupo de 40 trabalhadores a recibos verdes em títulos da Global Media anunciou hoje a suspensão da colaboração por tempo indeterminado por falta de pagamento, confirmou a Lusa junto do Sindicato dos Jornalistas (SJ).

De acordo com fonte do sindicato, estes colaboradores não recebem salários há dois meses.

Segundo um email enviado por estes colaboradores, a que a Lusa teve acesso, trata-se de “um grupo de cerca de 40 jornalistas, fotojornalistas e gráficos a recibos verdes que interrompeu hoje a colaboração com o Jornal de Notícias, Notícias Magazine, O Jogo, Volta ao Mundo, TSF e Diário de Notícias, por tempo indeterminado”.

Esta interrupção deve-se ao facto de ainda não terem recebido os pagamentos relativos a abril e maio, sem que a “administração da Global Media Group [GMG] tenha avançado com qualquer justificação para tal, ao longo destes meses, apesar das constantes tentativas de contacto e pedidos de esclarecimento”.

Os colaboradores também trabalharam em junho, mas este mês costuma ser liquidado em agosto, já que recebem dois meses depois.

“A decisão de parar de trabalhar foi comunicada à administração na última quinta-feira, dia 11 de julho, caso os valores em causa não fossem liquidados até ontem, dia 15, o que não sucedeu”, referem os trabalhadores na missiva enviada.

“Esta situação afeta cerca de 130 jornalistas, fotojornalistas e gráficos a recibos verdes, que se sentem desrespeitados por não estarem a receber pelo trabalho realizado e indignados com o silêncio da administração”, prosseguem, referindo que, “nos últimos meses, têm sido avançadas diversas datas para finalizar o negócio da venda do Jornal de Notícias, JN História, O Jogo, Volta ao Mundo, Notícias Magazine, Evasões, TSF, N-TV e Delas, sem que tal se tenha verificado”.

Apontam que “foi preciso chegar a este ponto para a administração da Global Media reagir e responder aos pedidos de explicação individuais, pouco depois de terem recebido” o ‘email’ a comunicar a suspensão.

Mas, “apesar disso, nessas respostas individuais, faz depender o pagamento das dívidas para connosco da finalização do negócio com o novo grupo, Notícias Ilimitadas, quando sabemos que este já transferiu cerca de quatro milhões de euros, também com o objetivo de nos pagar, compromisso que os administradores da Global Media não têm cumprido”, salientam.

“Estamos conscientes que a nossa paragem vai afetar o trabalho dos colegas da redação, dos editores e da direção, o que lamentamos, mas sentimos que não tínhamos alternativa, a não ser parar e alertar para a existência deste problema, que nos está a afetar financeira e psicologicamente”, sublinham.

A esperança, referem, “é que os pagamentos em atraso sejam liquidados rapidamente” e que “o negócio com o grupo Notícias Ilimitadas seja concluído”.

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