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RÚSSIA LEMBRA A TRUMP A ARMA DO APOCALIPSE “MÃO MORTA”

A recente escalada de tensão entre os Estados Unidos e a Rússia, marcada pela ordem de Donald Trump de mobilizar dois submarinos nucleares, reavivou os receios sobre um dos mais temíveis legados da Guerra Fria: o sistema de retaliação nuclear russo “Perimetr”, mais conhecido no Ocidente como a “Mão Morta”.

A troca de palavras que levou à movimentação militar teve início com um ultimato de Trump a Moscovo para terminar a guerra na Ucrânia. Em resposta, o antigo presidente russo, Dmitry Medvedev, não só considerou a ameaça “um passo em direção à guerra”, como invocou diretamente o arsenal mais secreto de Moscovo: “Trump deveria lembrar-se de como a lendária ‘Mão Morta’ pode ser perigosa”, afirmou.

Face a esta ameaça, a decisão de Trump de posicionar submarinos perto da Rússia é vista por analistas como uma precaução lógica contra o que os americanos acreditam ser uma “máquina do juízo final” ainda operacional.

O que é a “Mão Morta” ?

Desenvolvido nos anos 70 e alegadamente operacional desde 1986, o “Perimetr” é um sistema de controlo nuclear com uma lógica arrepiante: garantir uma retaliação massiva mesmo que todo o comando político e militar russo seja aniquilado num primeiro ataque inimigo.

O seu funcionamento baseia-se na automação por esta ordem:

  1. Sensores espalhados pelo território detetam o impacto de um ataque nuclear.
  2. O sistema tenta então comunicar com as chefias militares, a começar pelo Presidente.
  3. Se, após várias tentativas, não obtiver qualquer resposta — assumindo que os líderes estão mortos ou incomunicáveis —, o sistema toma a decisão de forma autónoma.
  4. O “Perimetr” autoriza o lançamento de mísseis de comando que, por sua vez, transmitem códigos de ativação a todo o arsenal de mísseis balísticos espalhados pelo país, desencadeando um ataque nuclear total contra o inimigo.

O nome “Mão Morta” deriva precisamente desta capacidade: pode disparar mesmo sem uma mão humana viva para pressionar o botão. Acredita-se que o sistema central esteja instalado em estruturas subterrâneas de alta segurança na região de Moscovo.

Apesar de não haver uma confirmação oficial de que o “Perimetr” esteja ativo nos dias de hoje, o simples receio de que esta “arma do apocalipse” seja uma realidade é suficiente para moldar a estratégia militar e alimentar as preocupações em Washington sempre que a retórica nuclear sobe de tom.


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