O consumo de óxido nitroso, conhecido como “droga do riso”, está a registar um aumento significativo em Portugal, especialmente entre adolescentes e jovens adultos. Dados recentes das autoridades revelam que, apenas numa operação este ano, foram apreendidas 3.639 botijas, um volume quase sete vezes superior ao total acumulado nos últimos quatro anos.
Esta substância, que atua sobre o sistema nervoso central provocando euforia e confusão, é frequentemente inalada em espaços de diversão noturna e festas.
Entre 2023 e 2025, o número de indivíduos identificados na posse deste gás subiu de 39 para 118, refletindo a crescente popularidade desta substância psicoativa proibida.
O Centro de Informação Antivenenos já reportou 28 casos de intoxicação, a maioria em jovens entre os 20 e 29 anos. A classe médica alerta para riscos graves, que incluem alterações neurológicas e pulmonares permanentes no caso de consumo crónico, além do perigo de perda de consciência em usos pontuais.
As autoridades e especialistas de saúde sublinham que a disseminação desta tendência através das redes sociais exige uma atenção redobrada, dado o impacto direto na saúde pública e a necessidade de travar a comercialização online deste gás pressurizado.
