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SPORTING CP X SL BENFICA: ANÁLISE DE JOSÉ AUGUSTO SANTOS

A inspiração de Genny Catamo fez a diferença num jogo onde a acontecer o empate, seria mais refletido o equilíbrio na alternância de domínio territorial, da posse de bola e da criação de oportunidades de golo.

Os dois treinadores optaram por colocar aquele que é atualmente o seu melhor onze. Ruben Amorim deu a titularidade a St. Juste em detrimento de Diomande, porque o neerlandês é um dos melhores centrais a atuar no futebol português, e fez regressar Pote porque é um jogador fundamental na dinâmica ofensiva leonina, pelos vários lugares que faz em diferentes momentos do jogo.

Roger Schmidt surpreendeu ao não lançar no onze titular Kokçu ou João Mário, apostou novamente numa estrutura tática corajosa e ofensiva com Neres e Di Maria nos corredores laterais e Rafa no apoio a Tengstedt que acabou por fazer um jogo de sacrifício.

O Sporting entrou praticamente a ganhar depois de no primeiro minuto de jogo, Pedro Gonçalves, com a sua qualidade técnica, fazer grande jogada onde beneficiou de alguma passividade de Bah e Florentino e da oferta de Trubin que afastou mal a bola, proporcionando uma finalização fácil a Catamo.

O Benfica reagiu com Di Maria a assumir o protagonismo criando sucessivas jogadas de perigo, que tiveram resultado no último minuto da primeira parte com Bah a dar sequência ao livre teleguiado do “astro argentino”, com um espetacular cabeceamento. Na altura era um prémio justo ao domínio que o Benfica exerceu.

O Sporting que deu a iniciativa ao Benfica na primeira parte para jogar em transição, sem resultados, optou por pressionar mais alto e ter mais capacidade na gestão da posse de bola contra um Benfica que revelou cansaço e menor capacidade física com o passar dos minutos. Gyokeres tem um fantástico remate à barra e Di Maria respondeu com um não menos espetacular remate que obrigou Franco Israel a grande defesa, com a bola a resvalar na trave, depois de Neres não conseguir marcar quando já tinha ultrapassado o guarda-redes e viu o seu remate ser travado por Coates.

Os dois treinadores refrescaram as suas equipas, Roger Schmidt tem o defeito de demorar muito a mexer na equipa e foi o Sporting na parte final a ser mais rápido e incisivo.

Paulinho e Edwards acrescentaram mais do que Arthur Cabral, Kokçu e Marcos Leonardo que não tiveram tempo de influenciar o rendimento da sua equipa. Daniel Bragança teve a vitória nos pés por 2 vezes, mas foi a inspiração de Geny Catamo, que resolveu o jogo através de um remate espetacular.

O melhor do Sporting e em campo foi Geny Catamo. Até aos 90 minutos diria Gyokeres, mas o moçambicano com os 2 golos, o segundo com remate espetacular alterou a minha escolha. Coates (decisivo aquele corte em cima da linha de baliza) e St. Juste também estiveram em grande plano.

Di Maria ainda é um jogador superlativo e foi o melhor no Benfica. Aursnes, João Neves e Bah exibiram-se num patamar acima dos colegas.

O árbitro Artur Soares Dias foi autoritário e decidiu quase sempre bem no aspeto técnico num jogo intenso e de muitos duelos individuais. Na vertente disciplinar ficou um vermelho por mostrar a Di Maria quando agrediu Pote e o segundo amarelo e consequente vermelho a Hjulmand quando rasteirou Aursnes.


José Augusto Santos, Comentador Desportivo e Treinador de Futebol Nível IV UEFA Pro.

Fonte: Vídeo Sport TV

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