A Sociedade S2, participada em 30% pelo grupo português Sonae, encerrou hoje os seus três supermercados da marca Central na capital moçambicana e pediu insolvência.
A decisão “resulta da degradação das condições económicas verificadas e da redução do poder de compra das famílias com impacto negativo sobre situação económico-financeira da sociedade”, disse à Lusa fonte da Sonae, com participação minoritário naquela sociedade.
“Contrariamente ao que seriam os desejos dos acionistas, não se prevê, apesar de todos os esforços envidados pela Sociedade junto dos financiadores e outros parceiros comerciais, que venham a ser atingidos os níveis necessários para que a presente decisão pudesse vir a ser revertida”, acrescentou o grupo português.
Esclarecimento da SONAE MC em 2018-10-03:
A SONAE MC tendo conhecimento da publicação desta notícia, fez o seguinte esclarecimento, que passamos a transcrever na integra:
A S2 África, sociedade detida em 70% pela Satya Capital e onde a Sonae detinha 30%, decidiu encerrar as três lojas em Moçambique, em resultado da degradação das condições económicas verificadas e da redução do poder de compra das Famílias com impacto negativo sobre situação económico-financeira da Sociedade.
O processo de insolvência resulta da impossibilidade de reverter a decisão do acionista maioritário de deixar de financiar o plano de negócios da empresa, não obstante termos sempre manifestado a nossa disponibilidade para continuar a financiar a nossa quota parte.
Enquanto acionista minoritário, num cenário de cash flows negativos, não nos é possível impedir o desfecho de insolvência da empresa.
Fonte oficial da Sonae


