As associações ANTRAL e FPT contestam o novo regulamento do tarifário de táxis publicado pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes. As estruturas alegam que as novas regras prejudicam o setor e os passageiros, solicitando reuniões de urgência para reavaliar as medidas agora publicadas.
O novo regulamento tarifário para o setor do táxi, publicado na passada terça-feira, está a gerar forte contestação entre as principais estruturas representativas do setor. A Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros e a Federação Portuguesa do Táxi consideram que o diploma, elaborado pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, compromete a viabilidade económica das empresas e não serve o interesse público.
Florêncio de Almeida, presidente da ANTRAL, sublinhou que a eliminação da cobrança de retorno em percursos longos é um dos pontos mais críticos, prevendo uma redução na oferta de transporte. Por sua vez, Carlos Silva, da FPT, apontou divergências técnicas que considera inultrapassáveis e defendeu que o texto está mal redigido. Ambas as organizações preveem concertar medidas de protesto após reuniões internas. Em contraste, a AMT sustenta que o modelo promove a modernização e transparência, assegurando um equilíbrio entre sustentabilidade e acessibilidade.
O novo sistema mantém a bandeirada com um valor inferior, mas introduz o cálculo simultâneo por tempo e distância em todo o percurso. Estão ainda previstas tarifas sazonais e agravamentos em feriados. O regulamento entra em vigor a 19 de junho, dispondo os operadores de um prazo de 70 dias para a adaptação dos taxímetros. Para 2026, foi definido um limite máximo de aumento tarifário de 9 por cento.
