Um tenente-coronel da GNR está entre os 18 acusados, pelo Ministério Público de Évora, num processo de corrupção activa e passiva, fraude fiscal e abuso de poder.
Os factos remontam a 19 de Janeiro, quando a Unidade de Acção Fiscal da GNR promoveu 60 buscas, tendo detido o tenente-coronel Jorge Ferrão, do Apoio Logístico, e um cabo do Destacamento de Trânsito, ambos do Comando Territorial de Portalegre, e um guarda da Unidade de Acção Fiscal de Évora-Depósito de Elvas.
Na mesma ação foram também detidos três empresários (dois homens e uma mulher), com atividade em Portalegre e em Elvas.
Os militares da GNR estavam envolvidos na facilitação de informações, que evitavam que condutores fossem fiscalizados em operações rodoviárias, a troco de dinheiro e outros bens materiais.
Por seu turno, os empresários recebiam informações dos militares e além de evitarem que as viaturas das suas empresas fossem controladas, ainda “distribuíam” por outros empresários.
De acordo com a informação disponível na página do Departamento de Investigação e Ação Penal de Évora na internet, foi deduzida acusação por crimes de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem, abuso de poder e fraude fiscal, num caso que foi desencadeado no início do corrente ano, em Portalegre.
Seis dos arguidos encontram-se em prisão preventiva. Os elementos da GNR estão no Estabelecimento Prisional (EP) de Tomar, uma cadeia destinada a elementos das forças militares. Quanto aos empresários, o de Portalegre está no EP de Beja, o de Elvas na prisão daquela cidade e a mulher no EP de Odemira, uma cadeia feminina.
LUSA/JN

