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TRÁS-OS-MONTES: GRANDE INCÊNDIO JÁ CONSUMIU SEIS MIL HECTARES

A frente mais preocupante do incêndio que começou em Valpaços continua ativa, estendendo-se aos municípios vizinhos de Mirandela e Vinhais, no distrito de Bragança. Cerca de 987 operacionais, apoiados por 317 viaturas e 12 meios aéreos, mantêm-se no terreno, focados no combate a estas frentes e na vigilância de reacendimentos na área já consumida em Valpaços. O comandante regional do Norte da Proteção Civil, Albano Teixeira, realçou a criticidade do período atual devido às várias reativações.


O incêndio que deflagrou na localidade de Ervões, concelho de Valpaços, distrito de Vila Real, pelas 15h01 de 28 de julho de 2026, continua a mobilizar um vasto contingente de meios e operacionais. Pela 16h30 desta data, estavam no terreno 987 operacionais, apoiados por 317 viaturas e 12 meios aéreos, concentrados no combate às chamas e na prevenção de reacendimentos.

A frente que suscita maior preocupação, e que se estende para os municípios vizinhos de Mirandela e Vinhais, já no distrito de Bragança, mantém-se ativa. De acordo com Albano Teixeira, comandante regional do Norte da Proteção Civil, a situação naquela área, nomeadamente na zona de Torre de Dona Chama, exige a máxima atenção e esforço das equipas. As outras áreas, no concelho de Valpaços, estão sob vigilância e em fase de consolidação de rescaldo. Em declarações aos jornalistas pelas 16h, no posto de comando instalado em Vilarandelo, concelho de Valpaços, Albano Teixeira sublinhou que este período é o mais crítico, dadas as condições meteorológicas adversas.

As altas temperaturas e a presença de algum vento têm sido fatores preponderantes para o surgimento de “várias reativações”, que estão a ser combatidas incessantemente pelos meios no terreno e aéreos. O responsável da Proteção Civil indicou que os trabalhos dos operacionais estão a evoluir favoravelmente, e que, na altura da sua intervenção, não havia aldeias em risco direto.

A progressão do fogo tem sido particularmente intensa desde a sua ignição, tendo consumido uma área que já ultrapassa os 6.159 hectares, maioritariamente mato, estendendo-se por diversas freguesias e concelhos. A coordenação entre as diferentes entidades de proteção e socorro tem sido constante, desde o alerta inicial, dado através do número de emergência 112. O despacho de primeiro alerta ocorreu às 15h12 de 28 de julho, com a chegada das primeiras equipas ao teatro de operações registada às 15h27 do mesmo dia.

O estado da ocorrência permanece “Em Curso” desde as 15h31 de 28 de julho. As condições climatéricas da região continuam a contribuir para a complexidade do cenário de combate e a vasta extensão da área ardida impõe desafios adicionais às operações.


Vítor Fernandes

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