O verão de 2025 foi o mais quente e o mais seco em Portugal continental desde que há registos sistemáticos, iniciados em 1931. Numa análise preliminar divulgada esta sexta-feira, os dados confirmam um período entre junho e agosto marcado por temperaturas recorde, três ondas de calor e uma seca sem precedentes no último século.
A temperatura média do ar atingiu os 23,51 ºC, valor que se situa 1,55 ºC acima da normal climatológica (1991-2020). Ainda mais expressiva foi a temperatura máxima média, que bateu o recorde anterior ao chegar aos 30,78 ºC (mais 2,09 ºC que o normal). No total, durante as três ondas de calor que assolaram o país — uma das quais com duração de 16 dias —, foram batidos 33 novos recordes de temperatura máxima e 10 de temperatura mínima.
A par do calor, a seca foi igualmente extrema. Com um acumulado de apenas 10,9 mm de precipitação, este foi o verão mais seco em 94 anos, correspondendo a apenas 24% do valor médio considerado normal para a estação.
Estes dados, embora ainda preliminares, fornecem a base científica para um verão que ficou marcado por uma vaga de incêndios rurais devastadores, potenciados por estas condições meteorológicas extremas. A versão final e completa do relatório climático será publicada oportunamente.
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