O presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios, traçou esta terça-feira um cenário de devastação na sequência do grande incêndio que lavra no concelho desde sábado, afirmando que os “danos são irreparáveis”, especialmente na área do Parque Natural do Alvão.
Numa avaliação feita ao final da tarde, o autarca frisou que, embora o foco continue a ser o combate e a defesa das populações, a “área ardida é particularmente significativa”. A nota positiva, segundo o presidente, é que “felizmente não temos casas, não temos habitações nem qualquer estrutura física que tenha sido danificada”, embora admita “algum prejuízo” na produção agrícola.
No entanto, o impacto ambiental é a maior preocupação. “Os danos são irreparáveis. Vai demorar muitos anos a termos restabelecido aquilo que era esta beleza, esta paisagem única, esta biodiversidade”, lamentou Alexandre Favaios. Esta constatação levou-o a fazer “um apelo adicional” às autoridades competentes para que “investiguem, que avaliem e que levem aqueles que são responsáveis à justiça e que os punam de forma exemplar”. O autarca recordou a sucessão de ignições no sábado, que reforçam a suspeita de um “ataque ao território”.
O presidente voltou a apelar a um reforço de meios no terreno, não tanto em número, mas em “frescura”, para render os operacionais que se encontram desgastados. “As populações estão efetivamente preocupadas com o estender de todo este incêndio e os bombeiros estão particularmente cansados, daí este apelo a esse reforço”, defendeu.
Durante a tarde, o combate ao incêndio mobilizou 575 operacionais, 189 veículos e seis meios aéreos.
Alexandre Favaios terminou com uma palavra de agradecimento às populações, conselhos diretivos e juntas de freguesia “pelo inúmero trabalho que foi complementar à força robusta que esteve no terreno a combater este incêndio”.
Rádio Regional
