O incêndio que fustigou Vila Real durante 12 dias queimou um total de 6.000 hectares, incluindo 1.500 no Parque Natural do Alvão (PNA), revelou o presidente da Câmara, Alexandre Favaios. Numa primeira avaliação da “profunda marca” deixada pelo fogo, o autarca exigiu, esta sexta-feira, um “plano urgente de salvaguarda” para a área protegida e um novo modelo de apoio aos bombeiros.
A grande prioridade de Alexandre Favaios é a recuperação do PNA. “É preciso um plano que permita de forma muito célere termos uma intervenção”, afirmou, apontando para a urgência de estabilizar os solos antes das primeiras chuvas para evitar a erosão e iniciar a reflorestação. O autarca defende ainda a criação de um novo plano de ordenamento para o parque, considerando o atual “obsoleto”.
O presidente de câmara quer também uma “resposta do Estado Central” para as corporações de bombeiros que servem de base logística em grandes incêndios, defendendo um “mecanismo de antecipação de verbas” que lhes permita pagar atempadamente aos fornecedores.
O levantamento, ainda provisório, dos prejuízos revela um vasto rasto de destruição, com 75 agricultores atingidos, três casas de segunda habitação, 20 barracões, 73 colmeias e mais de 2.000 árvores destruídas. “Estamos convencidos que estes valores ainda vão aumentar”, admitiu o autarca, que irá criar um gabinete de apoio para as candidaturas aos apoios do Governo.
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