A Câmara Municipal de Vila Real reafirmou hoje que esgotará todos os meios legais para impedir a deposição de resíduos no Aterro Sanitário de Andrães, após a decisão judicial que permitiu a sua reabertura.
A infraestrutura tinha sido suspensa por uma providência cautelar movida pela autarquia, mas a Resinorte retomou a atividade na passada sexta-feira.
A reabertura foi viabilizada por uma resolução fundamentada da CCDR-N, que invocou o “interesse público” para prolongar a vida útil do aterro, apesar do descontentamento das populações locais.
O executivo liderado por Alexandre Favaios manifestou estranheza perante a decisão, sublinhando que os argumentos de saúde pública e os inconvenientes suportados pelos residentes há mais de 20 anos não foram devidamente acautelados. Entre as principais queixas estão os maus odores, a contaminação de águas por lixiviados e o excesso de tráfego pesado.
O município defende que a solução deveria passar pela imediata instalação de uma Estação de Transferência, conforme previsto no contrato de concessão, para encaminhar os resíduos para outras unidades da Resinorte, pondo fim ao impacto ambiental em Andrães.
