A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) recebeu esta quarta-feira a visita dos ministros da Saúde, Ana Paula Martins, e da Educação, Fernando Alexandre, para uma reunião de trabalho sobre o futuro mestrado integrado em Medicina. O curso, que deverá abrir no ano letivo 2026/27, foi classificado pelos governantes como de “enorme importância” para a região e para o país.
No entanto, o avanço definitivo do projeto está dependente da resolução da crise institucional que a academia vive. O ministro da Educação foi perentório ao afirmar que, embora o trabalho preparatório avance com a atual equipa de gestão, o contrato-programa “terá que ser assinado com o reitor já eleito”. A UTAD está sem reitor efetivo desde setembro e tem eleições marcadas para 24 de fevereiro, sendo “essencial” que o novo Conselho Geral legitime este compromisso financeiro.
Ana Paula Martins destacou que o curso, que formará 40 estudantes por ano, permitirá fixar médicos no interior e combater as carências do SNS. A governante lembrou ainda o investimento do PRR já em curso, nomeadamente 1,7 milhões de euros para um centro de simulação que funcionará como um “mini-hospital” para formação. Para facilitar a logística, será criado um sistema de transportes ligando a universidade à Unidade Local de Saúde (ULS).
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