O grande incêndio que deflagrou em Vila Real no sábado à noite lavra esta segunda-feira em duas frentes que causam grande preocupação, com as atenções centradas nas aldeias de Pardelhas e Ermelo, já no concelho de Mondim de Basto.
O ponto de situação foi feito à agência Lusa pela segunda comandante sub-regional do Ave, Celina Oliveira, que confirmou a ameaça. “Temos alguma preocupação com as aldeias de Pardelhas e Ermelo. Estamos a monitorizar, houve necessidade de evacuação de umas casas isoladas por precaução”, afirmou, adiantando que está prevista a intervenção de meios aéreos nesta frente. Pela manhã, os residentes evacuados ainda não tinham regressado, e as autoridades têm um plano de contingência preparado para retirar mais pessoas se necessário.
A progressão das chamas durante a noite e manhã fez com que o fogo atravessasse a Estrada Nacional 304 em alguns pontos, tendo já entrado em zona do Parque Natural do Alvão, um desenvolvimento que agrava o impacto ambiental deste incêndio.
Apesar do foco em Mondim de Basto, a comandante Celina Oliveira sublinhou que existe uma segunda frente crítica, no lado de Vila Real, entre as localidades de Pena e Sirarelhos. Nesta zona, equipas de sapadores trabalham na abertura de caminhos e está também planeada a intervenção de meios aéreos.
O dispositivo de combate foi significativamente reforçado desde o final de domingo e conta agora com 332 operacionais, apoiados por 110 viaturas e máquinas de rasto. Prevê-se a chegada de mais reforços durante o dia.
Este incêndio, cujo alerta foi dado às 23:45 de sábado em Sirarelhos (Vila Real), já tinha deixado um rasto de destruição e obrigado à retirada de populares em aldeias como Gontães e Vila Cova no domingo, com o vento forte e a densa vegetação a serem as maiores dificuldades para os bombeiros.
Rádio Regional.
