RÁDIO REGIONAL
REGIÕES

VILA REAL: MILITAR DA GNR CONDENADO POR CORRUPÇÃO E LENOCÍNIO

O Tribunal de Vila Real condenou hoje um primeiro-sargento da GNR a três anos e seis meses de pena suspensa e a uma multa de 2.100 euros, em cúmulo jurídico por vários crimes, como lenocínio e corrupção passiva.

O militar estava envolvido num processo que junta um total de seis arguidos, entre os quais um outro militar da GNR, que foi condenado a uma pena de multa de 1.500 euros pelo crime de recebimento indevido de vantagem.

O tribunal deu como provado que o primeiro-sargento da GNR, de 43 anos, estava envolvido num esquema em que, a troco de dinheiro, dava informações aos proprietários de uma casa de alterne, onde também se praticava prostituição, sobre as fiscalizações previstas para aquele espaço ou nas proximidades.

O militar foi condenado, em cúmulo jurídico, a três anos e seis meses de pena suspensa e ainda a uma multa de 2.100 euros pelos crimes de lenocínio, corrupção passiva, auxílio à imigração ilegal, violação do segredo de justiça e recebimento indevido de vantagem.

O tribunal aplicou ainda a pena acessória de proibição do exercício de funções por um período de três anos.

O juiz presidente do coletivo classificou como “perturbador e grave a associação do negócio a um militar e o grau de promiscuidade na transmissão de informações” neste esquema organizado, e considerou a atuação do guarda como “censurável sobre todos os aspetos”.

Disse ainda que ficou “firmemente convencido” de que o segundo militar, de 37 anos, recebeu dinheiro, que segundo a acusação foram 100 euros, por parte de um dos outros arguidos e a pedido do primeiro-sargento, condenando-o a uma pena de multa de 1.500 euros.

O processo envolve mais quatro arguidos, dois deles irmãos que eram os “donos efetivos” do negócio, e outros dois homens que controlavam a atividade do bar e das mulheres que ali trabalhavam, a maior parte delas brasileiras com situação irregular em Portugal.

Os dois irmãos foram os únicos condenados a pena de prisão efetiva, num cúmulo jurídico de cinco anos e dois meses, pelos crimes de lenocínio, corrupção ativa e auxílio à imigração ilegal.

O único arguido que falou durante o julgamento, um homem de 63 anos que era o “testa de ferro” do negócio, foi condenado a um ano e seis meses de pena suspensa, e o outro arguido, que exercia funções de gerência na ausência dos irmãos, foi condenado a dois anos e seis meses, também de pena suspensa.

O juiz sublinhou que a prova testemunhal e documental, com escutas telefónicas e mensagens de telemóvel escritas, foi suficiente para dar a acusação como provada.

O primeiro-sargento da GNR que estava em prisão domiciliária fica, a partir de hoje, em liberdade, tendo que se apresentar periodicamente num posto de polícia da área de residência até a pena transitar em julgado.

LUSA

Subscreva Gratuitamente a Rádio Regional no Google News.

VEJA AINDA:

NORTE DE PORTUGAL E HAUTS-DE-FRANCE ASSINAM PARCERIA INDUSTRIAL

Rádio Regional

BRAGANÇA: AUTARQUIA INVESTE NA MODERNIZAÇÃO DO AERÓDROMO MUNICIPAL

Rádio Regional

MINISTRO CONTRATA EMPREITEIRO DA POLÍCIA JUDICIÁRIA PARA OBRA PRIVADA

Vítor Fernandes

VINHAIS: SUSPEITO DE ABUSO SEXUAL FICA EM PRISÃO DOMICILIÁRIA

Rádio Regional

VINHAIS: AUTARQUIA PEDE NOVO CONCURSO PARA LIGAÇÃO A BRAGANÇA

Rádio Regional

AUTORIDADES APREENDEM MAIS DE 1,2 MILHÕES DE ARTIGOS CONTRAFEITOS

Rádio Regional

Deixe um comentário

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.