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INTERNACIONAL

ZELENSKY PROMETE REGRESSO DA BANDEIRA A TERRITÓRIOS OCUPADOS PELA RÚSSIA

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prometeu esta terça-feira aos ucranianos que a bandeira nacional voltará a ser hasteada em todas as regiões do país sob ocupação russa, incluindo a Crimeia, que foi anexada por Moscovo em 2014.

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O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prometeu esta terça-feira aos ucranianos que a bandeira nacional voltará a ser hasteada em todas as regiões do país sob ocupação russa, incluindo a Crimeia, que foi anexada por Moscovo em 2014.

Num discurso por ocasião do Dia da Bandeira Nacional da Ucrânia, em Kiev, Zelensky assegurou que o estandarte do país “regressará a todas as cidades e aldeias que estão agora temporariamente ocupadas pela Rússia”, de acordo com a agência espanhola EFE.

O Dia da Bandeira Nacional antecipa o dia da independência da Ucrânia, que será assinalado na quarta-feira, 24 de agosto, dia em que também se cumprem seis meses da invasão do país pela Rússia, iniciada em 24 de fevereiro.

A bandeira azul e amarela da Ucrânia voltará a flutuar onde pertence, onde deve flutuar por direito: em todas as povoações temporariamente ocupadas da Ucrânia”, reafirmou Zelensky.

Referiu-se a Melitopol, “onde aqueles que vão perder” a guerra “não podem estar”, ou a Kherson, onde “não pode haver uma bandeira daqueles que não sabem o que é a liberdade”, bem como à central nuclear de Zaporíjia, que está sob controlo russo.

Segundo Zelensky, a bandeira ucraniana também voltará a ser hasteada nas cidades da Crimeia e nas regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, no Donbass, no leste do país.

A Rússia reconheceu as autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e de Lugansk pouco antes de invadir a Ucrânia.

Não importa como alguém tente distorcer a História, estas cores estão historicamente associadas à Crimeia”, disse Zelensky.

A cerimónia de hasteamento da bandeira contou com a presença de representantes do Governo, deputados, funcionários governamentais e militares.

No fim de semana, Zelensky declarou que os ucranianos devem estar cientes de que a Rússia pode tentar fazer algo “particularmente cruel” esta semana.

A embaixada dos Estados Unidos em Kiev emitiu um alerta de segurança, no qual sublinhou ter “informações de que a Rússia está a intensificar os esforços para lançar ataques contra a infraestrutura civil e instalações governamentais na Ucrânia nos próximos dias”.

As advertências ocorrem depois Moscovo ter acusado os serviços secretos ucranianos do assassínio de Daria Dugina, filha do filósofo russo Alexander Dugin, próximo do Presidente russo, Vladimir Putin.

A Ucrânia negou qualquer envolvimento no atentado.

Daria Dugina, uma jornalista de 29 anos de um canal de televisão nacionalista russo, morreu na explosão do carro que conduzia na região de Moscovo, no sábado à noite.

INTERNACIONAL

COMO SERIA DE ESPERAR RUSSOS ANUNCIAM VITÓRIA DO ‘SIM’ NOS REFERENDOS

As autoridades pró-Rússia nas regiões ucranianas de Zaporijia, Kherson e Lugansk reivindicaram hoje uma vitória do “sim” à anexação pela Rússia, estando ainda a aguardar-se pelos resultados da quarta região ucraniana ocupada pela Federação Russa.

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As autoridades pró-Rússia nas regiões ucranianas de Zaporijia, Kherson e Lugansk reivindicaram hoje uma vitória do “sim” à anexação pela Rússia, estando ainda a aguardar-se pelos resultados da quarta região ucraniana ocupada pela Federação Russa.

De acordo com autoridades eleitorais instaladas pela Rússia nas quatro regiões, 93,11% dos cidadãos de Zaporijia votaram a favor da anexação à Rússia, após a contagem de 100% dos boletins de voto.

Na região de Kherson, a administração de Moscovo informou que 87,05% dos eleitores votaram a favor do “sim” à anexação, tendo sido também contados todos os votos.

Pouco depois, as autoridades em Lugansk também anunciaram a vitória do “sim”, enquanto a contagem na quarta região ucraniana onde também se realizou um “referendo”, o Donbass (leste), continua, apesar de as autoridades já terem anunciado que “o sim prevaleceu largamente”.

Hoje, a presidência russa (Kremlin) voltou a ameaçar com o uso de armas nucleares para defender os territórios em causa.

Os referendos, contestados tanto por Kiev como pelo Ocidente, deverão servir de pretexto para Moscovo anexar as quatro regiões, o que poderá acontecer já na sexta-feira.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kouleba, ignorou os números relativos à votação, que foram sendo anunciados durante o dia, e assegurou que “não muda nada” nas ações militares de Kiev.

Os aliados da Ucrânia também denunciaram estas votações, organizadas com caráter de urgência pela Rússia face ao progresso das forças de Kiev.

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos reiterou, numa reunião do Conselho de Segurança sobre os “referendos” de anexação hoje realizada, o apoio da ONU à “integridade territorial da Ucrânia” e das “suas fronteiras reconhecidas”.

O G7, grupo dos sete países mais industrializados do mundo (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) prometeu “jamais reconhecer” os resultados enquanto Washington garantiu que dará “uma resposta severa” através de novas sanções económicas.

Em 2014, a Rússia usou o resultado de um referendo realizado sob ocupação militar para legitimar a anexação da península ucraniana da Crimeia, no Mar Negro.

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INTERNACIONAL

DINAMARCA CONSIDERA ‘AÇÕES DELIBERADAS’ FUGAS NOS GASODUTOS NORD STREAM

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, considerou hoje as fugas identificadas nos gasodutos submarinos Nord Stream no mar Báltico “ações deliberadas” por criminosos desconhecidos, juntando-se assim a outros líderes que apontaram para uma possível sabotagem.

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A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, considerou hoje as fugas identificadas nos gasodutos submarinos Nord Stream no mar Báltico “ações deliberadas” por criminosos desconhecidos, juntando-se assim a outros líderes que apontaram para uma possível sabotagem.

Questionada se um incidente constituiu um ataque à Dinamarca, Frederiksen respondeu que não, porque as fugas aconteceram em águas internacionais.

A primeira explosão foi registada na segunda-feira a sudeste da ilha dinamarquesa de Bornholm, segundo o diretor da Rede Sísmica Nacional Sueca, Bjorn Lund.

Um segundo rebentamento mais forte a nordeste da ilha naquela noite equivaleu a um sismo de magnitude 2,3 na escala de Richter.

As estações sísmicas na Dinamarca, Noruega e Finlândia também registaram as explosões.

Frederiksen disse que “não há informações sobre quem poderia estar por trás” do sucedido.

Na quarta-feira, o ministro da Defesa dinamerquês, Morten Bødskov, vai viajar para Bruxelas para se encontrar com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, para falar sobre o assunto.

Também o ministro do Petróleo e da Energia norueguês, Terje Aasland, juntou-se à torrente de suspeitas de sabotagem.

“O Governo norueguês está a acompanhar os eventos no mar Báltico, onde há fugas de gás do Nord Stream 1 e do Nord Stream 2. De acordo com informações recolhidas até agora, indica atos de sabotagem”, observou Aasland.

Durante a tarde do hoje, o primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, também considerou o incidente de “ato de sabotagem”.

“A era do domínio russo no setor do gás está a chegar ao fim. Uma era marcada por chantagens, ameaças e roubos”, declarou Morawiecki.

Por seu turno, os Estados Unidos declararam-se hoje “prontos” para ajudar os seus parceiros europeus a solucionar as fugas identificadas nos gasodutos submarinos Nord Stream no mar Báltico.

“Os nossos parceiros europeus estão a realizar uma investigação. Nós estamos prontos para apoiar os seus esforços”, declarou hoje o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, através de um porta-voz, a propósito das fugas detetadas nos gasodutos submarinos Nord Stream no mar Báltico.

Recusando-se a “especular” sobre as causas de tais fugas numa infraestrutura essencial para o abastecimento de gás russo, o porta-voz acrescentou: “Isso ilustra a importância dos nossos esforços conjuntos para encontrar fornecimentos de gás alternativos para a Europa”.

Um instituto sísmico sueco anunciou hoje que a Suécia detetou duas explosões submarinas, “muito provavelmente devido a detonações”, perto dos locais onde foram detetadas fugas nos gasodutos que transportam gás russo para a Europa.

As autoridades dinamarquesas e suecas detetaram fugas no gasoduto Nord Stream 1, que a Rússia encerrou no início de setembro, e no gasoduto Nord Stream 2, que nunca foi posto em funcionamento, devido à falta de autorização da Alemanha, na sequência da invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro.

Apesar de não estarem operacionais, os dois gasodutos operados por um consórcio da gigante russa Gazprom estavam cheios de gás.

A Ucrânia acusou hoje a Rússia de responsabilidade pelas fugas nos gasodutos, denunciando um “ataque terrorista” contra a União Europeia.

“A fuga de gás em grande escala do Nord Stream 1 não é mais do que um ataque terrorista planeado pela Rússia e um ato de agressão contra a União Europeia”, disse o conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podoliak no Twitter, citado pela agência de notícias francesa AFP.

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NATO ANALISARÁ ‘ATENTAMENTE’ SITUAÇÃO DOS GASODUTOS NORD STREAM

O secretário-geral da NATO considerou hoje “extremamente importante” esclarecer todos os factos sobre as fugas detetadas nos gasodutos russos Nord Stream 1 e 2, afirmando que a organização “acompanhará de perto” a questão nos próximos dias.

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O secretário-geral da NATO considerou hoje “extremamente importante” esclarecer todos os factos sobre as fugas detetadas nos gasodutos russos Nord Stream 1 e 2, afirmando que a organização “acompanhará de perto” a questão nos próximos dias.

“É extremamente importante pôr todos os factos em cima da mesa e, para tal, é algo que acompanharemos de perto nas próximas horas e nos próximos dias, em estreita cooperação com os aliados da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte) e o nosso parceiro, convidado, que em breve se tornará membro da NATO, a Suécia”, declarou Jens Stoltenberg.

O responsável da Aliança Atlântica (o bloco de defesa ocidental) pronunciou-se sobre esta matéria durante uma reunião do grupo social-democrata do Parlamento Europeu (PE) a que assistiu.

Stoltenberg sublinhou que a Aliança acompanha “com grande preocupação” as informações sobre as fugas nos gasodutos russos e insistiu que a organização transatlântica “monitorizará de perto” a situação, “em estreito contacto” com a Dinamarca e a Suécia, afirmando que agora a Rússia “está a usar a energia como arma”.

“Usar a energia como um instrumento num conflito armado tem consequências para todos nós, como um forte aumento nos preços da energia e também um aumento da inflação”, sublinhou.

As suspeitas de possível sabotagem pairam sobre as três fugas identificadas nos gasodutos russos Nord Stream 1 e Nord Stream 2, que “alarmaram” o Kremlin e fizeram com que a Dinamarca decretasse uma emergência nos setores da eletricidade e do gás no país. Ambos os gasodutos se encontravam fora de serviço antes das fugas, mas cheios de gás.

As autoridades dinamarquesas tinham inicialmente informado de uma fuga no Nord Stream 2, em águas dinamarquesas no mar Báltico, e, posteriormente, indicaram haver mais duas fugas no Nord Stream 1, uma em águas do país nórdico e outra nas da vizinha Suécia, perto da ilha de Bornholm.

“Nenhuma versão deve ser descartada”, disse o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, na sua conferência de imprensa telefónica diária, ao ser questionado sobre se se tratará de um caso de sabotagem.

Informações procedentes de círculos de segurança na Alemanha sustentam que há muitos indícios que apontam para que os gasodutos tenham sido deliberadamente danificados num ato de sabotagem, escreveu o diário Tagesspiegel.

O Serviço Sísmico Nacional Sueco indicou hoje que foram detetadas duas explosões perto do local onde ocorreram as fugas nos gasodutos russos Nord Stream 1 e 2, em águas do Báltico.

As explosões submarinas foram registadas pouco antes de se identificar estas fugas incomuns.

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EUA ‘PRONTOS’ A APOIAR EUROPA EM FUGAS NOS GASODUTOS NORD STREAM

Os Estados Unidos declararam-se hoje “prontos” para ajudar os seus parceiros europeus a solucionar as fugas identificadas nos gasodutos submarinos Nord Stream no mar Báltico.

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Os Estados Unidos declararam-se hoje “prontos” para ajudar os seus parceiros europeus a solucionar as fugas identificadas nos gasodutos submarinos Nord Stream no mar Báltico.

“Os nossos parceiros europeus estão a realizar uma investigação. Nós estamos prontos para apoiar os seus esforços”, declarou hoje o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, através de um porta-voz, a propósito das fugas detetadas nos gasodutos submarinos Nord Stream no mar Báltico.

Recusando-se a “especular” sobre as causas de tais fugas numa infraestrutura essencial para o abastecimento de gás russo, o porta-voz acrescentou: “Isso ilustra a importância dos nossos esforços conjuntos para encontrar fornecimentos de gás alternativos para a Europa”.

Um instituto sísmico sueco anunciou hoje que a Suécia detetou duas explosões submarinas, “muito provavelmente devido a detonações”, perto dos locais onde foram detetadas fugas nos gasodutos que transportam gás russo para a Europa.

Uma primeira “emissão maciça de energia” de magnitude 1,9 foi registada na noite de domingo às 02:03 locais (01:03 em Lisboa), no sudeste da ilha dinamarquesa de Bornholm, indicou Peter Schmidt, da Rede Nacional Sísmica Sueca.

O instituto sueco registou uma segunda ocorrência de magnitude 2,3 às 19:04 locais de segunda-feira (18:04 em Lisboa), no nordeste da ilha.

“Interpretamo-las como procedentes com a maior probabilidade de alguma forma de explosão”, afirmou Schmidt.

As autoridades dinamarquesas e suecas detetaram fugas no gasoduto Nord Stream 1, que a Rússia encerrou no início de setembro, e no gasoduto Nord Stream 2, que nunca foi posto em funcionamento, devido à falta de autorização da Alemanha, na sequência da invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro.

Apesar de não estarem operacionais, os dois gasodutos operados por um consórcio da gigante russa Gazprom estavam cheios de gás.

A Ucrânia acusou hoje a Rússia de responsabilidade pelas fugas nos gasodutos, denunciando um “ataque terrorista” contra a União Europeia.

“A fuga de gás em grande escala do Nord Stream 1 não é mais do que um ataque terrorista planeado pela Rússia e um ato de agressão contra a União Europeia”, disse o conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podoliak no Twitter, citado pela agência de notícias francesa AFP.

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