A dezanove de outubro de mil oitocentos e oitenta e nove, faleceu na Cidadela de Cascais o rei D. Luís I de Portugal. O seu filho primogénito subiu de imediato ao trono como D. Carlos I, inaugurando um dos períodos mais conturbados da monarquia constitucional.
A dezanove de outubro de mil oitocentos e oitenta e nove, morreu no Palácio da Cidadela de Cascais o monarca D. Luís I, aos cinquenta e um anos de idade. O seu falecimento encerrou vinte e oito anos de um reinado associado à pacificação do sistema rotativista da Carta Constitucional e ao avanço das infraestruturas públicas em território continental. De imediato, segundo os preceitos sucessórios da monarquia representativa, ascendeu à chefia do Estado o príncipe herdeiro, que adotou o nome de D. Carlos I de Portugal.
O reinado que se iniciou nessa data enfrentou, quase de imediato, provas de extrema exigência diplomática e política. Poucos meses volvidos sobre a aclamação, em janeiro de mil oitocentos e noventa, o Reino Unido emitiu o Ultimato britânico sobre as pretensões territoriais portuguesas em África, abrindo uma crise diplomática que abalou o prestígio da instituição monárquica e deu impulso vital ao movimento republicano. D. Carlos procurou manter o equilíbrio institucional através de sucessivos governos, patrocinou o desenvolvimento científico das campanhas oceanográficas e enfrentou greves e confrontos parlamentares crónicos. A data da morte de D. Luís I chegou a ser decretada feriado nacional durante a vigência do reinado de D. Carlos, permanecendo como um marco definitivo da transição política do século dezanove português.

