Luís Cunha Ribeiro, antigo presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e ex-presidente do INEM, foi detido. O responsável é o principal suspeito num esquema de corrupção de negócios ligados ao sangue em derivados.
Avança a SIC que a Polícia Judiciária e o Ministério Público estão a fazer mais de 30 buscas em Lisboa e no norte do país, a casas, empresas, e organismos públicos, como o Instituto Nacional de Emergência Médica, em Lisboa, o Hospital de S. João, no Porto, na Administração Regional de Saúde de Lisboa e no Ministério da Saúde.
Em causa está o favorecimento de empresas em contratos com o Estado na área da Saúde. Negócios terão rendido 100 milhões de euros.
Luís Cunha Ribeiro foi presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e, mais recentemente, da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo.
A investigação do caso, conhecido com “máfia do sangue”, decorre há mais de um ano.
Escreve o Correio da Manhã que Cunha Ribeiro “entregou à farmacêutica Octapharma o monopólio do negócio milionário da venda do plasma sanguíneo aos hospitais públicos portugueses” e “passou os últimos 16 anos a beneficiar dessa e de outras decisões”.
LUSA

