RÁDIO REGIONAL
ECONOMIA & FINANÇAS

FEVEREIRO: INFLAÇÃO ACELERA 1,6%

A evolução dos preços dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas contribuiu para a aceleração da taxa de inflação homóloga entre Janeiro e Fevereiro, revela o INE.

Os preços recuaram 0,2% entre Janeiro e Fevereiro, mas a taxa de inflação homóloga acelerou três décimas para 1,6%, revelam dados divulgados esta sexta-feira, 10 de Março, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A contribuir para esta evolução estiveram os preços dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas.

“A variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) passou de 1,3% em Janeiro para 1,6% em Fevereiro de 2017, devido em parte à aceleração dos preços da classe dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas”, escreve o INE.

A taxa de variação homóloga nos preços do produtos alimentares e bebidas não alcoólicas acelerou de 1,3% para 2,4%, do primeiro para o segundo mês do ano. Também os preços dos transportes deram uma ajuda para a evolução da taxa de variação homóloga da inflação. Em Fevereiro, a taxa de variação homóloga desta classe de produtos foi de 5,9%, enquanto em Janeiro tinha sido de 5,4%.

Por outro lado, a tirar força à inflação estiveram os preços do vestuário e calçado, com a taxa de variação homóloga a passar de -0,7% para -1,8%. O INE revela que esta foi a contribuição mais negativa.

Impostos sobre açúcar puxam pelos preços:

A comparação entre Janeiro e Fevereiro, medida pela taxa de variação mensal dos preços, aponta para uma quebra de 0,2%. Apesar de se tratar de uma redução de preços, ela equivale a metade do que se registou em igual período de 2016.

O INE revela que os preços do vestuário e calçado foram os que deram o maior contributo negativo para a variação mensal, “com uma variação mensal de -6,7% (-16,3% no mês anterior e -5,6% em Fevereiro de 2016)”. Já a classe com maior contributo positivo para a taxa de variação mensal foi a dos transportes, com uma variação mensal de 1,1% (1,0% no mês anterior e 0,6% em Fevereiro de 2016).

Os dados mais desagregados permitem ver com detalhe os produtos que mais impacto tiveram (negativo e positivo) para a evolução dos preços face a Janeiro.

“São de realçar as contribuições positivas dos sub-subgrupos dos voos internacionais, dos refrigerantes, em consequência da alteração da tributação das bebidas açucaradas, bem como dos produtos hortícolas frescos e frigorificados, excepto batatas e outros tubérculos, voos domésticos e hotéis, motéis, pousadas e serviços de alojamento similares”, revela o INE.

“Entre as maiores contribuições negativas destacam-se as dos sub-subgrupos do vestuário, em consequência do período de saldos que se verifica habitualmente neste período, do peixe fresco ou frigorificado, do calçado de mulher e do vestuário de criança e de bebé”, avança o instituto estatístico.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses, que dá uma medida mais alisada da evolução dos preços, foi de 0,7%, a mesma marca registada em Janeiro.

NEGÓCIOS

Subscreva Gratuitamente a Rádio Regional no Google News.

VEJA AINDA:

MIGUEL ALMEIDA CONSIDERA MODELO DA LIVEMODE INSUSTENTÁVEL

Rádio Regional

GOVERNO CRIA PRESTAÇÃO SOCIAL ÚNICA COM VALOR DE 268,6 EUROS

Rádio Regional

DOURO: COMBOIO HISTÓRICO ASSINALA 25 ANOS DE DISTINÇÃO DA UNESCO

Rádio Regional

CABAZ ALIMENTAR SOBE PARA 253 EUROS E ACUMULA ALTA DE 4,82% EM 2026

Rádio Regional

COTAÇÕES DO DIA: QUARTA-FEIRA 29 DE JULHO DE 2026

Rádio Regional

QUERCUS ACUSA GOVERNO DE ATRASAR ESCLARECIMENTOS SOBRE RENOVÁVEIS

Rádio Regional

Deixe um comentário

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.