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VILA REAL: QUEIXA DE “NEGLIGÊNCIA MÉDICA” DO HOSPITAL NA JUSTIÇA

Um homem de 45 anos apresentou esta segunda-feira uma queixa na GNR contra um médico da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro por uma alegada negligência médica e demora no diagnóstico de um AVC, em outubro.

Nuno Gomes disse à agência Lusa que foi esta segunda-feira formalizar a queixa no posto da GNR de Moimenta da Beira, distrito de Viseu, a qual será, depois, reencaminhada para o Ministério Público (MP) de Vila Real.

O homem, que a 14 de outubro sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), disse ter estado “mais de 10 horas” à espera na urgência do Hospital de Vila Real até ser assistido.

Entretanto, contou que já apresentou uma queixa na ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde o hospital de Vila Real está inserido, e que formalizou esta segunda-feira a queixa contra o médico que o atendeu, a quem acusa de uma alegada negligência médica.

Contactada pela Lusa, a ULS garantiu que “foram cumpridas as boas práticas médicas no atendimento e na prestação de cuidados de saúde ao utente”, confirmou ter recebido a reclamação, à qual disse que será dado o devido seguidamente e que, depois, será dada resposta ao doente.

Após o AVC, do qual disse ter ficado com “sequelas graves e visíveis no corpo”, Nuno Gomes esteve internado 11 dias, esteve depois numa unidade de cuidados continuados, teve fisioterapia e terapia da fala.

No entanto, o doente considerou que, na urgência hospitalar, não foi “acompanhado como devia ser”, nem foi “atendido como devia ser” e que deveria ter sido logo encaminhado para a Via Verde do AVC.

“Tive um AVC e o médico que me assistiu nunca associou que fosse um AVC, mas que eu estava sob o efeito de substâncias ilícitas. Isso foi dito à minha esposa que me estava acompanhar e, por isso, decidimos fazer uma queixa contra o médico”, referiu.

Nuno Gomes contou que foi assistido depois da chegada de um outro médico e questionou se as sequelas não seriam menores se tivesse sido assistido mais depressa.

Devido precisamente a estas sequelas do AVC, o doente que trabalhava numa oficina de lavagem de automóveis ainda não pode regressar ao trabalho.

O caso foi noticiado esta segunda-feira pelo jornal Correio da Manhã e, apesar de a situação já ter acontecido em outubro, Nuno Gomes disse que resolveu denunciar agora esta alegada negligência para que não se voltem a repetir casos idênticos a este, mostrando-se ainda revoltado por ter tido alta, na semana passada, das sessões de fisioterapia.

“Para me darem alta é porque consideram que eu nunca mais na vida vou ficar a 100% e eu acho que tinham que se esforçar para deixar uma pessoa em condições. O que é que eu faço mais da minha vida?”, questionou, lembrando que tinha 44 anos quando o caso aconteceu.

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