O incêndio que lavra no concelho de Vinhais desde a manhã de quinta-feira continuava a não dar tréguas durante a noite, com três frentes ativas e mais de 360 operacionais no terreno. O vento, que não abrandou como estava previsto, é o principal obstáculo no combate a um fogo que já ameaçou a aldeia de Ervedosa e que se dirige agora para Penhas Juntas.
Segundo o comandante sub-regional da Proteção Civil, Noel Afonso, a frente que gera “mais preocupação” é a que lavra em Falgueiras, em direção à aldeia de Penhas Juntas, confirmada pelo presidente da Câmara, Luís Fernandes, como estando “na linha de fogo”. As outras duas frentes, em Palas e Nozedo de Baixo, estavam, ao final da noite, “mais calmas”.
Durante a tarde de quinta-feira, as chamas chegaram a ameaçar várias habitações na localidade de Ervedosa, mas a intervenção dos bombeiros impediu que fossem atingidas. O fogo, que deflagrou por volta das 11:00, teve uma progressão rápida, alastrando de Palas para Ervedosa, Agrochão e Falgueiras, e obrigando ao corte da estrada nacional que liga estas duas últimas.
O combate ao incêndio está a ser apoiado por um forte contingente de máquinas de rasto. Para além da única máquina do município de Vinhais, o autarca solicitou e recebeu o apoio dos concelhos vizinhos de “Bragança, Macedo de Cavaleiros, Vila Flor e Mogadouro”, que enviaram os seus próprios equipamentos.
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