O FC Porto e a Câmara Municipal do Porto assinaram, esta sexta-feira, a escritura que formaliza a cedência do terreno da antiga Escola Ramalho Ortigão para a construção de um novo pavilhão multidesportivo. A futura infraestrutura, destinada à formação e ao desporto adaptado, foi celebrada pelo presidente do clube, André Villas-Boas, e pelo autarca, Rui Moreira, como um marco na “normalização” das relações entre as duas instituições.
O novo pavilhão, que será erguido na zona oriental da cidade, junto às piscinas de Campanhã, permitirá ao FC Porto concentrar os escalões de formação de várias modalidades, com um foco especial no desporto feminino e adaptado. “Deixamos de andar com a ‘casa às costas’, uma das nossas grandes problemáticas”, afirmou André Villas-Boas, agradecendo a “ajuda preciosa” da autarquia.
A dois dias das eleições autárquicas, Rui Moreira aproveitou a cerimónia para fazer um balanço. “Quando cá chegámos, […] com o FC Porto, vivíamos tempos conturbados”, recordou, considerando a normalização das relações uma das suas vitórias. O autarca defendeu o acordo como “um bom negócio para a cidade”, pois “se não fosse o FC Porto, teríamos de fazer esse investimento nós próprios”.
O acordo prevê a concessão do direito de superfície do terreno por 70 anos. Nos primeiros quatro anos, o clube pagará uma renda simbólica de 50 euros por mês, que passará depois para cerca de 10,9 mil euros anuais, incluindo ainda um contrato-programa de apoio ao desenvolvimento desportivo.
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